Youtuber foi agredido por policiais em São Paulo Fãs de Guigo Kieras acreditam que foi um caso de homofobia

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Guigo (Reprodução/Instagram)
Guigo (Imagem/Reprodução Instagram)

Homofobia? Sim. No último sábado (09/03), o digital influencer Guigo Kieras, que fala sobre assuntos do mundo LGBTQ+, foi agredido por policiais num bloco de pós carnaval em São Paulo.

Guigo foi com amigos curtir o Bloco Largadinho, da cantora Claudia Leitte, na Marquês de São Vicente, na região central de São Paulo. Devido a chuva forte, o show foi interrompido, ele e alguns amigos buscaram abrigo em baixo de uma marquise, onde também estavam alguns policiais. Os mesmo disseram que os jovens não poderiam ficar no local, então eles foram para debaixo de uma árvore.

Eis então o momento da agressão. Ao chegar na arvore, devido ao frio, Guigo e um amigo se abraçaram e imediatamento os policiais falaram que eles também não poderiam ficar ali. Então o Youtuber perguntou porque não poderiam ficar no local e os militares responderam com pancadas. O jovem ficou desacordado e quando retomou a consciência, ele e os amigos foram até uma delegacia registrar um Boletim de Ocorrência. Esperam seis horas até serem atendidos.

Guigo tem mais de 100 mil seguidores em uma de suas redes sociais. Ele fez uma postagem de desabafo lá e comoveu o país. A cantora Caludia Leitte, além outros artistas, se comoveram com história do youtuber e prestaram solidariedade ao jovem.

As fotos e o vídeo do momento da agressão estão nas redes sociais de Guigo. Confira:

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E assim foi o final do meu bloco neste último sábado. Fui na companhia de alguns amigos no bloco Largadinho, na Barra Funda. Estava muito feliz pois sou fã da Claudia Leitte e tudo estava muito leve e descontraído. Quase no final do circuito, uma chuva muito forte começou, obrigando o público a procurar por abrigo. Tentei com um amigo me abrigar embaixo de uma marquise na Avenida Marques de São Vicente, onde um grupo de policiais militares se protegiam e fomos impedidos, um dos policiais informou que não podíamos ficar ali, sem questionar saímos e andamos mais alguns metros, nos alojando embaixo de uma árvore próxima dessa marquise, onde não havia ninguém e fiquei abraçado com ele para me proteger do frio, nisso um policial começou a gritar dizendo que ali também não podíamos ficar, eu questionei porque não havia motivo aparente para não poder, fomos em seguida perseguidos por 4 a 5 PMs que nos batiam com cassetetes, chegando a me perseguir na rua, me levar a força para uma rua afastada, onde levei socos, chutes e fui desacordado por uma mata-leão. A última coisa que lembro antes de perder a consciência foi de pedir para não morrer, e segundos após acordar, me recordo de pedir pra ir embora. Fui chutado para a rua, onde, sangrando muito pela boca e rosto, saí em busca de ajuda. O que mais me dói não é o que passou comigo, mas é saber que essa é a realidade de milhares de jovens brasileiros, que dependem desses profissionais despreparados e desequilibrados. Precisamos de segurança, de respeito, e, principalmente, de mais amor no coração. Tá difícil…

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