Witzel, Crivela e Dória atacam Bolsonaro e tiram Otoni de Paula da disputa à prefeitura do Rio, denuncia deputado federal Vice-líder do governo no Congresso publicou vídeo nas redes sociais

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O vice-líder do governo no Congresso Nacional, Otoni de Paula, (PSC-RJ) aliado do presidente Jair Bolsonaro, denuncia uma traição que lhe retirou a possibilidade de disputar a prefeitura do Rio de Janeiro, nas próximas eleições.  Segundo o parlamentar, o jogo dos atuais governadores do Rio Wilson Witzel, de São Paulo, João Dória e do prefeito, Marcelo Crivela foi arquitetada para evitar que o presidente Bolsonaro tivesse candidato no Rio de Janeiro.

A primeira jogada do trio de governantes surgiu com a aposentadoria precoce da juíza Glória Heloiza, que é indicada do governador do Rio, para a disputa à prefeitura pelo atual partido de Otoni, o PSC.

Witzel, que é amigo íntimo da juíza, a convenceu de se aposentar para concorrer ao cargo. Prevendo a impossibilidade de concorrer pelo PSC, Otoni de Paula rearticulou com o grupo bolsonarista e teve apoio do presidente nacional do PRTB, Levy Fidelix para concorrer no Rio, pelo partido do vice-presidente da República, Hamilton Mourão.

A segunda jogada do trio Crivela/Witzel/Dória, segundo os bolsonaristas nacionais, foi interferir  nos bastidores e cooptar a cúpula do PRTB, no Rio de Janeiro, para surpreender e minar a candidatura de um apoiador incondicional de Jair Bolsonaro à prefeitura do Rio.

Eles conseguiram, ainda não se sabe como, impedir a migração do bolsonarista para o PRTB e barrar a candidatura do vice-líder de Bolsonaro no Congresso Nacional.

A cúpula do PRTB no Rio surpreendeu deixando de apresentar a filiação de Otoni de Paula ao TRE, no prazo exigido pela justiça eleitoral, que era no dia 4 de abril.

Otoni de Paula, que ficou preso no PSC e não deve mais renunciar ao mandato de deputado federal para disputar as eleições municipais.  O deputado federal disse saber que o jogo é muito pesado, que sabe que eles não querem alguém ligado ao presidente disputando a importante prefeitura carioca.

“Eu mostrei que estava disposto a cumprir minha missão, mesmo perdendo o mandato, porque eu nasci com mandato, meu maior orgulho, meu maior legado, não é ser deputado, não é ser prefeito, não é ser nada. Minha maior felicidade é você acreditar em mim, e posso te olhar nos olhos e isso eles não podem” desabafou Otoni de Paula.

As artimanhas que separaram definitivamente Jair Bolsonaro do governador do Rio teve um ponto final em um episódio considerado o mais grave de toda relação amistosa, quando houve o vazamento para imprensa de uma acusação falsa de um porteiro contra o presidente da República. O porteiro do condomínio onde Bolsonaro morava na Barra da Tijuca mentiu que deixou um dos assassinos da vereadora Marielle Franco entraram no condomínio com a autorização de Bolsonaro.

Apesar de ter conhecimento que o depoimento era falso, já que o porteiro do condomínio, onde mora o presidente, teria dito que o “seu Jair” autorizou a entrada de outro suspeito pelo assassinato em dia que Bolsonaro estava em Brasília. A informação motivou uma reportagem da TV Globo que acabou desmentida pelo Ministério Público do Rio. A tentativa de associar Bolsonaro ao assassinato de Marielle fez a relação acabar de vez.

Witzel é acusado de traição ao presidente Jair Bolsonaro, assim como Dória. Eles foram eleitos na onda bolsonarista e logo depois que assumiram passaram a atentar contra a imagem do presidente. Ambos são considerados traíras pelos bolsonaristas.

Assista ao vídeo desabafo de Otoni de Paula aqui:

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