Vírus chinês: Bolsonaro alinha discurso com Mandetta, diz Zambelli Postura do presidente foi motivada por relatório da FioCruz

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A deputada federal Carla Zambelli disse que o presidente da República Jair Bolsonaro vai mudar seu discurso sobre a Covid-19:

“O presidente tem um problema de comunicação. Não de atitude e nem de irresponsabilidade. Todos os países enfrentam a mudança muito rápida da doença. Trump, que tinha postura parecida com Bolsonaro, de preocupação econômica e de que a doença não é tudo isso, em três dias mudou. Aconteceu com Itália, Espanha e vai acontecer com o Brasil.

O presidente recebeu um estudo da Fiocruz afirmando que o aumento do desemprego gera mais mortes. Então, houve uma preocupação maior com o desemprego do que com a doença em si. Isso aliado a mensagens que ele recebeu de empresários.

Houve um problema de comunicação entre os ministros e o presidente, e dele para conosco. No sábado, teve reunião e o presidente se alinhou com Mandetta.”

Ontem, segunda-feira, Mandetta e outros ministros deram entrevista no palácio do Planalto. A intenção seria mostrar a mudança de estratégia para conter os danos na saúde e na economia.

Mandetta reafirmou que a indicação no momento é de isolamento social para conter o avanço do vírus chinês.

Para Zambelli, “Qualquer governo, seja Bolsonaro ou outro, estaria enfrentando o pior momento. Quando se instala uma crise desconhecida e mortal como a que estamos vivendo agora, não há governo que consiga ter alta popularidade.”

“Acho que não é momento de fazer esse incentivo de volta ao trabalho. A gente precisa entender melhor como o vírus funciona. As carreatas estão sendo feitas por uma classe média, e quem vai acabar sofrendo com o vírus serão as pessoas mais pobres. Ao mesmo tempo, a classe média está desesperada porque tem conta para pagar, mas também teve medida do governo para ajudar esses empresários. Pondera Zambelli”

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