VIRTUALIZAÇÃO DA APRENDIZAGEM o desafio imposto pela pandemia do COVID 19

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Foto de Julia M Cameron no Pexels.

 Profa. Dra. Susane Garrido, Doutora em Neurociências

Profa. Dra. Suzana Funghetto, Doutora em Educação

 

Em 11 de março de 2020, a COVID-19 foi caracterizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma pandemia. Essa doença se constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, o mais alto nível de alerta da Organização, conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional vigente. Até 2 de junho de 2020, foram confirmados no mundo 6.194.533 casos de COVID-19 (113.198 novos em relação ao dia anterior) e 376.320 mortes (4.242 novas em relação ao dia anterior). O tratamento eficaz para essa pandemia, até o presente momento, é realizado por medidas básica de higiene e pelo distanciamento social.

O distanciamento social provoca também modificações no cotidiano escolar, que é transferido para a cada em um movimento de homeadschooling, com tutoria dos pais e a utilização de ambientes virtuais de aprendizagem pelos professores.Essa realidade de  virtualização da aprendizagem provoca  a possibilidade de interação relacional (com o outro) e de interatividade, na medida em que nos coloca diante da imersão junto às tecnologias vigentes e existentes.

A situação de isolamento social, define novos papéis para o professor – estudante – pais – dirigentes – coordenador pedagógico, anunciando novos modelos pedagógicos que neste momento precisam garantir a eficácia do ensino e da aprendizagem da educação que nos circunda, seja esta do segmento que for. Esse processo remete a novas formas de pensar, inovação nas metodologias de execução e principalmente, em avaliações cada vez mais processuais, centradas nas possibilidades de pensar (e não de repetir) e de construir novas redes sinápticas.

O arcabouço que cerca uma virtualização desse porte,  vai do planejamento à avaliação pautado nas habilidades e competências de cada nível de ensino e na garantia de um processo de avaliação online  adequado também ao desenvolvimento dos alunos.

É um desafio que só será vencido se nos despirmos de pré conceitos históricos e comportamentais da modalidade presencial (maravilhosa, quando possível), uma vez que não dispomos, neste momento da atualidade, de resgatá-la, fosse esta, nossa opção; assim, tomando emprestado um pensamento lá da década de 70 de Edgar Morin, “é preciso reorganizar nosso sistema mental para reaprender a aprender”.

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