Vice-Governador que assume Rio também foi alvo da PF hoje

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O vice-governador do Rio de Janeiro, agora interino, Cláudio Castro também foi alvo de busca e apreensão na operação que afastou o governador Wilson Witzel. Castro estava em Brasilia na manhã desta sexta-feira 28, onde teria se reunido com o clã Bolsonaro na quinta-feira.

Castro também é investigado por suspeitas de envolvimento no roubo de dinheiro da Saúde do Estado do Rio.

Antes de se tornar vereador em 2016, Cláudio Castro foi funcionário por 12 anos do primeiro denunciado pelo Ministério Público do Rio por prática do crime de rachadinha, mesma investigação que envolve o senador Flávio Bolsonaro.

O primeiro denunciado pelo MP-RJ pelas rachadinhas na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), o deputado estadual Márcio Pacheco (PSC) é ex-líder do governo Wilson Witzel (PSC) na Alerj, mas agora busca o afastamento do governador do Rio.

Os laços de amizade de Cláudio Castro e Flávio Bolsonaro, se estreitaram na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O vice-governador começou a carreira como chefe de gabinete do deputado Márcio Pacheco, em 2004. A convivência se intensificou na campanha de 2018 quando o senador foi às ruas pedir votos para Witzel.

Eleito vereador pelo PSC dois anos antes, o vice-governador também caiu nas graças de outro filho de Jair Bolsonaro, Carlos, com quem dividiu o plenário da Câmara Municipal. Bolsonaro, Flávio e Carlos foram filiados ao PSC, legenda de Castro desde 2002.

A guerra entre Witzel e Bolsonaro, ex-aliados, começou no ano passado quando o governador fluminense anunciou que disputaria a Presidência da República, em 2022. De lá para cá, os dois trocaram acusações em público e nunca mais se falaram. Em meio a denúncias de corrupção na área da Saúde, Witzel também caiu em desgraça na Alerj. Dos 70 deputados, 69 votaram a favor do início do processo de afastamento.

Cláudio Castro é músico, compositor e ex-coordenador do Ministério de Fé e Política da Arquidiocese do Rio. Ele e sua equipe acreditavam, internamente, ser inevitável a queda Witzel. Nas redes sociais, Castro evita publicar mensagens de apoio a Witzel.

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