Velório de ex-governador Joaquim Roriz será aberto ao público e começa às 16h Enterro do governador da bezerra de ouro será amanhã

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A Família do ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz informou que a o velório do patriarca terá início às 16h de hoje  (27), no Memorial JK, em frente a praça do Buriti, e será aberto ao público para a despedida de um dos governadores mais populares e controversos do DF, que terminou a vida como Ficha Suja e impedido de concorrer a cargos eletivos por ter sido condenado por corrupção.

Joaquim Domingos Roriz ficou conhecido nacionalmente depois de governar o Distrito Federal por 14 anos e terminar a carreira política de forma vergonhosa ao ser afastado do senado por corrupção e ter sido impedido de concorrer em eleições por ter se tornado Ficha Suja. Suas filhas, Jaqueline e Liliane Roriz também seguiram os passos do pai no mundo da corrupção. Elas não foram tão longe quanto o patriarca, mas já conseguiram se tornar fichas sujas por crimes contra o patrimônio público.

Chega ao fim a saga da família da Bezerra de Ouro, que fez fortuna na política brasiliense e deixa como legado, diversas quadrilhas que disputam atualmente a vaga de governador e  de demais cargos eletivos nestas eleições de 2018. Seus discípulos, Tadeu Filipelli, Gim Argelo, José Roberto Arruda, Rogério Rosso, Alberto Fraga e Eliana Pedrosa, que disputam as eleições ou estão em presídios federais, certamente vão derramar lágrimas de crocodilos, mas vão continuar vivos infernizando a vida de quem quer uma cidade sem corrupção.

Roriz morru hoje, por volta das 7h50, em consequência de um infarto do miocárdio. Ele sofria de doença renal crônica e diabetes. O quadro de saúde se agravou nos últimos anos. Em agosto de 2017, Roriz teve amputados dois dedos do pé esquerdo, e a perna direita na altura do joelho, por complicações de diabetes.

Roriz foi responsável pela maior distribuição de lotes e moradias populares de graça, com dinheiro do póvo, para criar um gigantesco curral eleitroral. Nos discursos, havia expressões típicas do interior do país e um estilo popular, que o aproximava do eleitorado mais humilde do DF. Falava errado de propósito nos discursos. As campanhas políticas e eventos públicos eram transformados em comícios, com direito a corpo a corpo constante e um tom religioso.

O ex-governador saiu da vida política em 2010, quando teve a candidatura questionada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a impugnação, com base na lei Ficha Limpa. Em 2006, ele se candidatou ao Senado e assumiu, em fevereiro de 2007. Cinco meses depois, renunciou ao mandato de senador em meio a denúncias de envolvimento em corrupção no governo do Distrito Federal. O caso ficou conhecido como o escândalo da Bezerra de Ouro. Foi o mandato de senador mais rápido da história.

A possível candidatura chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). Temendo veredito desfavorável do STF, ele desistiu de concorrer ao cargo de governador. Na época, a poucos dias das eleições, lançou em seu lugar a esposa, Weslian Roriz, que nunca exerceu cargo político. Ela chegou ao segundo turno, mas perdeu a eleição para o candidato do PT, Agnelo Queiroz.

O enterro está marcado para amanhã, às 10h, no Cemitério da Asa Sul. Roriz morreu hoje, aos 82 anos, em Brasília, o ex-governador do Distrito Federal estava internado no Hospital Brasília, desde o dia (24) no Hospital Brasília, por conta de uma pneumonia.

Juntamente com as vitórias eleitorais pesam sobre Roriz e seu governo muitas acusações. Em fevereiro deste ano, por decisão judicial, Roriz deixou de responder ao processo que trata de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro do edifício Monet, localizado em Águas Claras. Ele e suas três filhas, Jaqueline, Wesliane e Liliane, são acusados de terem sido beneficiadas com 12 apartamentos em troca de favores. Os imóveis teriam sido uma espécie de pagamento pela facilitação do empréstimo do Banco de Brasília (BRB) à construtora WRJ Engenharia, empreiteira que ergueu o prédio. O empréstimo ocorreu em 2006, quando Roriz ainda era governador.

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