Veja erra em apuração sobre mensagens atribuídas a Sérgio Moro Com título: "Novos diálogos revelem que Moro orientou ilegalmente ações da Lava Jato", a revista cai em descrédito

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A revista Veja, acusou o ex-juiz  Sérgio Moro de manter conversas fora dos autos com Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato no MPF.

Veja cita como “exemplos robustos”  supostos contatos feitos por  Telegram em que Moro pede a manifestação dos procuradores sobre petições de advogados, em diferentes casos, mas Moro havia peticionado a urgência e os contatos pelo telefone.

Um erro grosseiro da revista, foi justamente o de não ler o processo judicial e republicar acusações do dono do site The Intercept. O mesmo site que falsificou diversas mensagens supostamente hackeadas do aplicativo Telegram leva a Veja ao abismo do descrédito.

Os contatos telefônicos de Moro com pedidos e cobranças ao MPF foram  registrados nos autos do processo, ao contrário do que Veja escreve.

Em sua acusação, a revsta Veja diz: “Em 2 de fevereiro de 2016, por exemplo, o juiz escreve a ele: ‘A odebrecht peticionou com aquela questao. Vou abrir prazo de tres dias para vcs se manifestarem’.

Foto de capa da revista Veja com acusação grave contra Moro

Dalla­gnol agradece o aviso. Moro se refere ao questionamento da Odebrecht à Justiça da Suíça a respeito do compartilhamento de dados, incluindo extratos bancários, da empresa naquele país. Grosso modo, a empreiteira tentou impedir que o Ministério Público suíço enviasse dados à força-tarefa. Preocupado com a história, Moro pede notícias a Dalla­gnol no dia 3. ‘Quando será a manifestação do mpf?’, pergunta.” 

Disponível para consulta no sistema eletrônico da Justiça Federal do Paraná, o despacho de Moro, datado do dia 2, é claríssimo. Diante de uma “questão relativamente complexa”, ele pede a manifestação do MPF.

E ainda garante o devido prazo à defesa: “Como a ação penal está em prazo de alegações finais para a Defesa e trata-se de questão prejudicial, suspendo o prazo para alegações finais da Defesa. Oportunamente, devolverei o prazo remanescente. Intime-se o MPF, com urgência e por telefone (já que há acusados presos).”

Já em referência ao caso de José Carlos Bumlai, diz a Veja de Greenwald em nova ilação: “Dentro da relação estabelecida pela dupla, chama atenção também o momento em que Dalla­gnol dá dicas ao ‘chefe’ sobre argumentos para garantir uma prisão. Isso aconteceu em 17 de dezembro de 2015, quando Moro informa que precisa de manifestação do MPF no pedido de revogação da prisão preventiva de José Carlos Bumlai, pecuarista e amigo de Lula. ‘Ate amanhã meio dia’, escreve.”

Nos autos disponíveis para consulta às partes, a história é diferente. Moro mais uma vez registra o pleito da defesa de José Carlos Bumlai, pela revogação da prisão preventiva, e intima o MPF por telefone. Mais uma vez, trata-se de uma decisão em benefício do réu preso e devidamente formalizada.

Uma verdadeira notícia falsa que leva a revista Veja ao descrédito. Uma vergonha para o jornalismo, identificado por Oantagonista e verificado por BSBMAGAZINE.

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