Vamos estuprar corruptos dizem os líderes das facções na Papuda

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O Complexo Penitenciário da Papuda se notabilizou nos noticiários por abrigar políticos envolvidos nos escândalos do Mensalão e da Lava Jato. Entre seus “hospedes” famosos destacam-se Henrique Pizolatto (ex-diretor de marketing do Banco do Brasil), Jose Genoíno (ex-deputado federal petista), Carlinhos Cachoeira (bicheiro – lavador de dinheiro), Marcola (líder do PCC), Jose Dirceu (ex-deputado federal petista). O mais recente interno é o ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Na Papuda, os condenados não têm grandes privilégios. As celas são compostas por cama, sanitário e local para banho — não há chuveiro, mas apenas um cano de água fria. O banheiro não tem porta. O detento faz suas necessidades sendo observado pelos colegas de cela. As refeições são servidas três vezes ao dia: no início da manhã, por volta do meio-dia e no início da noite. As visitas de familiares costumam ser quinzenais.

No último final de semana um protesto de presos ligados a facções criminosas que comandam presídios mandou um recado aos políticos e corruptos presos na Papuda. A partir de agora eles terão o mesmo tratamento que estupradores no cotidiano das celas. Estupradores recebem como castigo o estupro coletivo de seus colegas de cela. Passam a serem responsáveis pelos trabalhos “domésticos” dos líderes das facções.

Em síntese, eles terão que lavar as roupas e prestar serviços sexuais aos líderes de facções criminosas, além disso zelarão pela limpeza e conservação das celas. Um famoso ex-deputado já está “casado” com um traficante. Seus familiares estão pedindo intervenção da Justiça para que a violência e humilhação cessem o mais breve possível.

Segundo os detentos esta seria uma maneira de corrigir os erros da Justiça. Um traficante ouvido pela reportagem afirmou que o clima interno no presidio pe de muita revolta. Segundo ele “os ladroes da periferia roubam um carro e ficam presos décadas. Os políticos roubam e guardam em casa R$ 50 milhões e passam aqui 3 meses e estão soltos. Ja que vão ficar pouco tempo mesmo, nós vamos fazer eles nunca mais esquecerem do tempo que passaram aqui”.  

Por: Josias Oliveira/ Folha do Brasil
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