Vá pra rua, conserve seu emprego e ponha sua vida em risco

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Quando o Ministro da Saúde , Luis Mandetta, nos alerta e os governadores determinam que o povo deve ficar em casa, estão falando isso só e unicamente para preservar a vida dos idosos e fazer com que o sistema de saúde se organize com leitos e equipamentos necessários para atravessarmos o triste período do pico da pandemia. Nosso sistema de saúde, quebrado ao longo dos anos, não está apto para receber as milhares de vitimas que deverão ser atendidas entre final de abril e meados de maio. Ficar em casa é dar o tempo necessário para os governos se organizarem e ficarem prontos para nos receber na hora do pico da pandemia.

Essa semana, o noticiário internacional informa que os Estados Unidos chegara ao clímax de atendimento nos hospitais e que  os serviços de saúde de algumas cidade somo  New Orleans, New York e outras estavam já sem capacidade de atender mais nenhum paciente.

A notícia abaixo, veiculada pela CNN, retrata bem o que pode acontecer aqui, se quisermos fazer controle vertical para salvar as empresas. Os problemas das empresas são também problemas do governo brasileiro que já os está resolvendo, e que deve continuar tomando outras medidas para salvaguardar todas elas, começando pelas menores.

Reflita:

As ruas da cidade de Guayaquil, no oeste do Equador, estão desertas, com poucos moradores à vista – e alguns mortos, à medida que corpos são deixados nas ruas deste lugar devastado.

A pandemia de coronavírus está sobrecarregando os serviços públicos na cidade mais populosa do país a um ponto de colapso. Os hospitais não têm camas para aceitar pacientes doentes, e necrotérios, cemitérios e funerárias estão se esforçando. Sem lugar para colocá-los, alguns moradores dizem que não têm escolha a não ser colocá-los do lado de fora.

Não está claro quantos dos mortos estão morrendo por causa do Covid-19. Muitas famílias dizem que seus entes queridos tinham sintomas do vírus, enquanto outros apenas sabem que os doentes não puderam ser tratados nos oprimidos hospitais de Guayaquil.

“Estamos esperando há cinco dias”, disse Fernando Espana em um vídeo obtido pela Reuters em 30 de março, enquanto reclamava das lutas para que as autoridades viessem buscar seu membro da família.

“Estamos cansados ​​de ligar para o 911 e a única coisa que eles nos dizem é esperar, eles estão trabalhando para resolver isso”, continua  e enquanto move a câmera por uma janela para mostrar uma forma preta embrulhada em plástico dentro de casa, com dois fãs soprando nele.

Um caixão contendo o corpo de uma pessoa que supostamente morreu de Covid-19 está embrulhado em plástico e coberto com papelão, em frente a um bloco de apartamentos da família em Guayaquil em 2 de abril.

Acredito que ninguém quer viver a situação do Equador, mas para os defensores da extinção da quarentena fica a fala de um brasileiro, que está rodando nas redes sociais.

Eu já nem discuto mais com os obstinados que querem acabar com a quarentena, acho até bom que eles trabalhem mesmo, vão pegar o corona vírus e morrer e ai eu, que fiquei em casa e estou sem emprego, vou ser empregado no lugar de um deles”.

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