Um mergulho na onda do “Skate” Trailer - Uretano no asfalto

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Um relato sobre o início do skateboard em São Paulo nos anos 70
Documentário | Série

Um mergulho na atmosfera dos anos 70, buscar as raízes do skateboard do sul da california, o impacto do surgimento das rodas de uretano, revolução que transformou seu comportamento, possibilitando atitudes e manobras radicais ao esporte.
Mostrar a chegada desta revolução em São Paulo, o surgimento deste movimento nas ladeiras e praças inventando manobras, surfando no asfalto, buscando desafios e liberdade, influenciando atitudes e o comportamento dos jovens.

The beginning of the skateboard in São Paulo in the 70’s
documentary | TV series

A deep dive into 70’s atmosphere to seek the Brazilian skateboard roots. The impact of the creation of urethane wheels, the revolution that transformed the behavior of youth, enabling attitudes and radical maneuvers to the sport.
The arrival of this revolution in São Paulo, the emergence of this movement on the slopes and parks, inventing maneuvers, surfing on asphalt, seeking challenges and freedom, influencing attitudes and behavior of young people.
Direção | Directing: Luiz Fernando da Silva | Filipi do Canto
® GRAMA FILMES 2015

 

credito-klaus-mitteldorfQuando as rodinhas de uretano, ou Cadillac Wheels, chegaram no mundo do skate pela Califórnia em 1972, houve uma verdadeira revolução sobre as tábuas de madeira. O material, diferente do aço e da argila usados até então, possibilitava novas manobras e mais segurança nos movimentos. O skatista paulistano Luiz Fernando começou a andar pouco depois, em 1974, quando tinha 15 anos — dessa época, suas memórias mais fortes são a competição para ver quem descia as ladeiras do Morumbi e o Brasil da década de 70, que sofria com a ditadura e tinha no skate um grito de liberdade.

É no material usado nas Cadillac Wheels que ele, hoje com 56 anos, buscou inspiração para nomear o documentário Uretano no asfalto. “O cenário do skate no Brasil 70s ainda não foi retratado a fundo, por isso surgiu a ideia de falar com as pessoas que realmente viveram essa época, pra falar de como influenciou tudo, até mesmo a moda e a música”, explica Fernando, que foi organizador de um dos primeiros campeonatos do país, feito em Osasco, na Grande São Paulo, em 1977.

Filipi do Canto dirige o documentário ao lado de Luiz e, embora seja filho de “skatista, cabeludo e maconheiro”, não tem nenhuma relação pessoal com o esporte. Seu maior interesse no projeto é o movimento que rolou na época. “Todo mundo que a gente entrevistou até agora fala dos anos 70 com uma emoção gigante. Era uma época em que o surf e o skate não só estavam revolucionando o esporte, mas também a maneira de viver. Era um estilo de vida”, diz. “O desafio é não ser um documentário esportivo.”

Desde 2011, Filipi e Fernando já entrevistaram nomes como os shapers Akio Seguti e Vitório Del’Acqua, o criador da primeira pista em São Paulo, Charles Putz, e o pioneiro Bruno Brown, que morreu ano passado. A história já está gravada e a ideia é ter pelo menos mais 20 entrevistados, entre fotógrafos, cantores e skatistas. Os dois diretores não descartam a possibilidade de que o material vire uma série de 13 capítulos, mas o plano é lançar o documentário no próximo verão – que não, não é o da lata.

Fonte: Revista Trip/ Texto: Camila Eiroa | Fotos: Klaus Mitteldorf

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