Um diagnóstico atemporal da democracia brasileira Como concatenar a democracia, o direito e o terceiro setor

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A projeção da política do país atualmente é bastante evidente, mas embora esteja no foco das lentes da imprensa nacional e internacional, causando tanto alvoroço, nunca houve tamanho ruído na comunicação com a sociedade civil representada. Há um verdadeiro abismo entre os problemas comunitários, sejam eles: regionais, nacionais ou globais. Nada irá conter a demanda social por mais democracia, já que trata-se de um processo irreversível. A oferta será cada vez mais exigida. O que as nações clamam é a prática da democracia direta, representativa e participativa ao mesmo tempo, como rege a Constituição Federal de 1988.

É necessário romper com este monopólio eleitoral, é preciso deixar de ser a única legítima. Mudar esse cenário fará surgir novos personagens, uma nova consciência eleitoral que levará luz a sociedade civil organizada e seus integrantes, como as associações comunitárias, ONGs, OSCIPs, fundações e institutos, entre outras. Todas com o importante papel a cumprir nestes difíceis tempos contemporâneos.

Assim, permito citar nosso poeta Carlos Drummond de Andrade quando diz:

“Que pode as criaturas, se não entre criaturas amar? Amar, malamar, desamar, e até de olhos fechados, amar?”Por analogia, diante do desafio da construção da democracia, dizermos: “Que podem, cidadãos, empresas e fundações se não entre criaturas inventar, desinventar, reinventar, e até de olhos fechados, inventar? “

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