Tucano no Turismo contamina informações que poderiam ter alertado Bolsonaro sobre gravidade do coronavirus Aliado de Dória no ministério minimizou os impactos da doença e permitiu que o carnaval colocasse em risco milhões de brasileiros e toda cadeia do turismo

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secretário de Relações Inter Institucionais do Ministério do Turismo, Bob Santos
secretário de Relações Inter Institucionais do Ministério do Turismo, Bob Santos

Remanescente do governo Temer e já há algum tempo arrastando as asas para o governador de São Paulo, João Doria por conta do seu padrinho político, o deputado Herculano Passos, o secretário de Relações Inter Institucionais do Ministério do Turismo, Bob Santos, em plena crise do coronavírus, está destoando da equipe de secretários nacionais do governo Bolsonaro que estão enfrentando a crise.

Detentor de informações privilegiadas sobre a gravidade, principalmente econômica do coronavirus, o tucano infiltrado no ninho bolsonarista sonegou informações que poderiam ter alertado o presidente da República sobre o desastre no setor. Hoje a Itália, por exemplo, está vivendo a maior crise de saúde aliada a queda total de faturamento no Turismo, o que pode ocorrer tembé no Brasil e por pura negligencia no repasse das informações.

O caso fica mais grave por Santos ter sob sua responsabilidade a coordenação de segurança turística, e foi dele a iniciativa de barrar, em fevereiro, a campanha de prevenção covid-19 que seria testada no carnaval do Rio. Apesar de o mundo já estar com alerta ligado, ele pediu mais estudos e abortou a ação.

Sem medo de ser feliz, ele próprio foi ao carnaval carioca, onde foi visto no Camarote da N1, desprezando o camarote oficial da Prefeitura, preferindo driblar as regras de compliance e optar pela cervejaria.

Já com a crise começando a atingir o turismo, preferiu viajar para Portugal, mantendo o posto de um dos campeões de viagens da esplanada dos Ministérios. De regresso da Europa, optou por uma quarentena de 14 dias em casa, em vez de fazer o exame e voltar a trabalhar como já fez o titular da pasta. Enquanto o ministério fervilha para juntar os cacos de um setor que dissolveu, ele se mantém confortavelmente distante do pandemônio e tenta resolver tudo por whatsapp.

Bob Santos entrou no governo federal quando o deputado Herculano Passos, hoje cada vez mais ligado a Doria na política paulista, acertou com Temer a ida para o MDB e exigiu como contrapartida uma secretária nacional no Turismo para seu fiel ordenança. Bob, na verdade Babington, tem usado a quarentena para calcular o bilionário orçamento que passará a administrar caso se concretize uma mudança interna de secretário que o deixará à frente do orçamento de obras da cultura e do turismo juntos.

Críticas ao governo Bolsonaro passam pela falta de identificação dos cargos ocupados anteriormente, na maioria pelo PT, que minam as ações governamentais, mas nesse caso remanescente de Temer, tem uma marca maior, já que o PT não tem condições para se reerguer e se configurar como ameaça real nas eleições de 2022. Nesse caso no ministério do Turismo, o Tucano à disposição de Dória, comprovou ser empecilho para o futuro do país. Dória pode ser um desafio maior, ainda mais contando com uma rede infiltrada dentro do atual governo.

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