Tragédia de Lula expõe fragilidade de sistema de prevenção. Neto morreu de meningite Neto de ex-presidente, preso morreu de doença que poderia ter sido evitada

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A morte de um dos netos do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, aos sete anos de idade, no início da tarde desta sexta-feira (1), expõe a fragilidade do sistema de prevenção dos órgãos públicos de saúde.

Arthur Araújo Lula da Silva, filho de Sandro Luis, morreu hoje em decorrência de uma meningite meningocócica no Hospital Bartira, em Santo André, SP.

Arthur deu entrada no hospital às 7h20 e teve a morte registrada às 12h36. Lula e sua famifam são vítimas do descaso com a saúde pública.

A Meningite estava sobre controle, mas depois de mais de uma década de desvios de dinheiro público, volta a aterrorizar o país. A falta de investimento nas campanhas de prevenção já estão no radar dos médicos que dizem que falta informar a população sobre os riscos de não vacinar.

Uma campanha de vacinação infantil em massa contra o sarampo e a poliomielite, por exemplo, em agosto do ano passado, causou apreensão pelo baixo comparecimento.

As taxas de imunização de crianças contra 17 doenças – entre elas o sarampo – atingiram em 2017 os níveis mais baixos em muitos anos. O Ministério da Saúde e especialistas em imunologia, epidemiologia e saúde pública enumeram razões para explicar a queda abrupta nos números.

Os motivos vão da percepção enganosa de parte da população de que não é preciso vacinar porque as doenças desapareceram à problemas com o sistema informatizado de registro de vacinação.

Todas são causas plausíveis e prováveis e possivelmente atuam em conjunto. Elas, porém, ainda não foram quantificadas, o que ajudaria a identificar e a executar ações complementares às campanhas de vacinação para resgatar os níveis de imunização elevados do passado.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2018, até a semana epidemiológica 52 (23 a 29 de dezembro), foram registradas 1.072 ocorrências de doença meningocócica no Brasil e 218 mortes. Em 2017, no mesmo período, foram 1.138 e 266, respectivamente.

Em relação à meningite pneumocócica, foram 1.030 ocorrências e 321 mortes em 2017, e 934 e 282 em 2018. As por outras bactérias somaram 2.687 notificações e 339 óbitos em 2017, e 2.568 e 316 em 2018.

No caso da viral, o governo registrou 7.924 casos e 107 mortes em 2017. No ano passado, foram 7.873 e 93. Já as meningites por outras etiologias contabilizaram 796 ocorrências e 169 óbitos em 2017, e 624 e 122 em 2018.

No ano passado, a campanha de vacinação contra gripe, foi um fracasso. 77% do público-alvo foi vacinado. O número é considerado baixo já que a meta de cobertura é de 90% dessa população, o que equivale a 54 milhões de pessoas.

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