Toffoli e Gilmar Mendes prometem votos curtos para julgamento de prisão em segunda instância Quase cinco mil réus podem ser soltos pelo STF na decisão

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O julgamento do fim da prisão em segunda instância deve ser retomado pelo  Supremo Tribunal Federal – STF na quinta-feira (7) desta semana.

Os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli afirmaram que farão exposições breves de seus votos.

O presidente do STF e possível voto de minerva, afirmou a interlocutores que fará exposição curta de seus motivos, em menos de 20 minutos. Já Gilmar Mendes pretende usar metade desse tempo e finalizar seu voto que pode soltar 38 condenados da Lava-Jato, que cumprem pena em regime fechado, semiaberto ou com o uso de tornozeleira eletrônica, em apenas dez minutos.

As manifestações contra o fim da prisão em segunda instância, que estavam previstas para ontem, foram suspensas pelos movimentos de rua a pedido do ministro da educação, Abraham Weintraub que alegou incompatibilidade com a data da primeira prova do Enem, realizada ontem.

Segundo o conselho Nacional de Justiça – CNJ, o fim da prisão em segunda instância pode libertar imediatamente 4.985 mil presos incluindo o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Após voto do ministro Ricardo Lewandowski, o julgamento das ações foi declarado suspenso com placar em 4×3 pela execução antecipada da pena.

O julgamento das Ações Diretas de Constitucionalidade – ADCs teve início na  semana retrasada e, na quinta-feira, 24, a votação foi suspensa.

O relator, ministro Marco Aurélio votou pelo fim da prisão,  Alexandre de Morais, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Luís Fux votaram pela manutenção da prisão.

Rosa Weber e Ricardo Lewandowski votaram por soltar os condenados em segunda instância. Restam os votos de Gilmar Mendes, Carmen Lucia, Celso de Mello e Dias Toffoli.

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