Toffoli e Bolsonaro juntos criam lei impedindo MP fazer acordo de delação "Amigo do Amigo do meu Pai" se une ao presidente Jair Bolsonaro para proibir investigações do MP que desvendaram seu suposto envolvimento na corrupção da Odebrecht

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O “legislador”, presidente do Supremo Tribunal Federal, Antônio Dias Toffoli, mais conhecido no submundo do crime como o “Amigo do Amigo do Meu Pai” e supostamente identificado nas planilhas de distribuição do roubo, como um dos criminosos que surrupiam o dinheiro do povo, está fazendo lei.

Pasmem! o ” Amigo do Amigo.. ” não está mais apenas sugerindo lei. Está criando e sem ter poder para isso. Sem ter tido um único voto popular, Toffoli agora legisla.

Ele, que foi indicado para ser ministro do Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente condenado por roubo e ex-presidiário Luís Inácio Lula da Silva, (que pode voltar para cadeia a qualquer momento), quer impedir os acordos de delação, do tipo empresarial, a leniência, que revelaram crimes que levaram seu padrinho petista para o xadrez.

Toffoli finaliza uma proposta para regulamentar a negociação dos acordos de leniência das empresas com a justiça.

A minuta do projeto vazou para imprensa junto com a informação bombástica que é elaborada em parceria com o Palácio do Planalto.

Isso mesmo, com a participação do presidente eleito com a bandeira da luta contra a corrupção, Jair Bolsonaro.

A proposta Bolso/Toffoli retira o Ministério Público Federal das negociações e concentra os poderes na Controladoria-Geral da União (CGU) e na Advocacia Geral da União (AGU), órgãos subordinados ao presidente Jair Bolsonaro.

“Visando a incrementar-se a segurança jurídica e o trabalho integrado e coordenado das instituições, a CGU e a AGU conduzirão a negociação e a celebração dos acordos de leniência nos termos da lei no 12.846, de 2013.”

O texto ainda prevê que qualquer investigação do MPF e da PF que constate o envolvimento de uma empresa em fatos ilícitos deverá ser enviada para conhecimento da CGU e da AGU. Isso abre uma brecha para que o governo tenha informações de diversas investigações em andamento no país.

Os grandes acordos de leniência da Lava Jato, como os da Odebrecht e da J&F, foram conduzidos inicialmente por procuradores, para depois terem a adesão de órgãos de controle, como a CGU. A J&F ofereceu inicialmente R$ 700 milhões, mas acabou aceitando pagar R$ 10,3 bilhões. Dinheiro recuperado do crime.

A minuta das novas regras que vão beneficiar os criminosos está em discussão entre CGU, AGU, Ministério da Justiça, STF, PGR e TCU. O texto foi enquadrado como “acordo de cooperação técnica”, para não ser necessário submetê-lo ao Congresso, numa jogada cabeluda e que pode dar certo.

E mais: diz que CGU e AGU devem tentar coordenar com o MPF e a PF a negociação de delações premiadas das pessoas físicas envolvidas nos ilícitos, para que sejam feitas em conjunto. É o fim não só dá Lava-Jato, mas da justiça Brasileira e do sonho em quem votou no presidente para conter a corrupção desenfreada no país.

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