TCU afasta auditor de relatório falso usado por Bolsonaro

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O Tribunal de Contas da União (TCU) afastou nesta quarta-feira (9) o auditor fiscal que fez um relatório falso para o presidente Jair Bolsonaro usar em suas falas contra medidas sanitárias de contenção à pandemia causada pelo novo coronavirus, responsável pela covid-19.

A Decisão foi tomada após abertura de uma investigação interna no TCU sobre a elaboração do relatório que defendia a tese de supernotificações de óbitos de Covid.

O TCU afastou o auditor Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques que atuou na Secretaria de Controle Externo da Saúde e fazia o acompanhamento de repasses federais aos estados, mas desde março, trabalhava, na Secretaria de Orientação, Métodos, Informações e Inteligência e Combate à Corrupção do Tribunal.

O documento falso produzido por Alexandre, sem dados corretos, foi incluído no sistema do TCU no domingo, pouco antes de ser utilizado pelo presidente da República em suas declarações contra as ações sanitárias de combate a covid.

Jair Bolsonaro disse que 50% das mortes registradas em 2020 teriam outras causas. Desmentido oficialmente pelo TCU, Bolsonaro assumiu o erro na informação que repassou, mas continuou com o discurso de que é preciso averiguar os números da pandemia, colocando em dúvida a gravidade da catástrofe sanitária no Brasil.

Além de produzir o documento falso e inserir criminosamente no sistema do TCU, Alexandre Marques é ligado aos filhos de Bolsonaro, que foram responsáveis por sua indicação para um cargo no governo, barrada pelo Tribunal por ser antagonista ao ofício de auditor. Alexandre também usa suas redes sociais para divulgar notícias falsas sobre a pandemia e deve ter que explicar seus atos na CPI da covid no Senado Federal.

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