Supremo livra Romero Jucá e Gerdau da operação Zelotes STF segue firme contra a opinião pública e se consolida como foro de liberação privilegiadíssimo para políticos e empresários denunciados por roubo de dinheiro público

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Brasília - Após anunciar que irá se licenciar do cargo de ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB), deixa o prédio do Congresso Nacional (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Por unanimidade, a Segunda Turma do STF livrou o senador Romero Jucá e o empresário Jorge Gerdau, rejeitando a denúncia da PGR no âmbito da Operação Zelotes. Para o relator no Supremo, Edson Fachin, a acusação era frágil e sem elementos que a embasassem. O ministro Dias Toffoli chegou a dizer que a denúncia da Procuradoria foi uma tentativa de “criminalizar a política”.

Segundo a PGR, nos anos de 2010 e 2014, o senador recebeu R$ 1.333.333,00, em doações disfarçadas de Jorge Gerdau aos Diretório do PMDB Nacional e Estadual de Roraima. O dinheiro seria para garantir interesses do Grupo Gerdau junto ao governo federal.

Romero Jucá, como Senador, teria violado o dever funcional, intermediando e votando em favor de medidas provisórias de interesses do grupo Gerdau, na tramitação da Medida Provisória nº 627/2013, da qual foi o relator no Senado Federal.

Os crimes atribuídos a Romero Jucá e a Jorge Gerdau foram denunciados no âmbito da “Operação Zelotes”, sobre compra de decisões no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF).

Dodge apontou fatos imputados, com todas as suas circunstâncias, inclusive com a indicação dos respectivos atos de ofício praticados pelo Senador, a qualificação dos denunciados e a classificação dos crimes, sustentando a denúncia de Rodrigo Janot. Para ela, “há indícios suficientes de que o Senador Romero Jucá recebeu financiamento, nas eleições de 2010, e, que tal financiamento era contrapartida de Gerdau para Jucá agir em favor da empresa junto ao Governo, como de fato o fez no início de 2014, levando extemporânea minuta de emenda à MP nº 627/2013”, acusou Dodge.

 

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