Supervisora do Carrefour é presa por assassinato de cliente em Porto Alegre

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A Polícia Civil de Porto Alegre prendeu Adriana Alves Dutra, a funcionária supervisora da segurança do Carrefour que gravou, no celular, o assassinato de João Alberto Silveira Freitas em Porto Alegre.

Os investigadores acreditam que ela teve participação decisiva nas agressões, porque teria comando sobre os seguranças — ela é agente de fiscalização na loja.

A mulher chegou a proibir que um motoboy gravasse o assassinato que aconteceu na garagem da loja. Ela afastava pessoas durante o crime e alegava que a ação era de imobilização do morto.

No momento em que João Alberto recebia socos, ela aparece gravando a cena de perto.

Em vídeo que circula nas redes sociais, a funcionária, de camisa branca, calça preta e crachá, já com bastante sangue no chão, pede para testemunhas deixem de filmar as agressões contra o homem negro.

Para o motoboy ela di que caso contrário, ele seria “queimado na loja”.

“Não faz isso, não faz isso senão vou te queimar na loja. Não pode”, diz a funcionária, ao “justificar” as agressões. “Ele deu em uma mulher lá em cima. Senão a gente não teria [feito isso]. Ele bateu no fiscal. Ele pode bater em nós? A gente está tentando mobilizar ele”, completa

No total, sete pessoas são investigadas no caso.

Além de Adriana, estão presos os seguranças Magno Braz Borges, de 30 anos, e Giovane Gaspar da Silva, de 24, que também é PM temporário.

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