“Spinlister”, a comunidade das bicicletas

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Marcelo Loureiro sempre acreditou no seu taco. Já fez um pouco de tudo na vida como empresário e sempre enxergou valores antes de eles acontecerem. É um inovador. Depois que deixou o Brasil e se mudou para os Estados Unidos, começou a buscar startups com novas ideias e investiu todo o seu potencial e sua criatividade no projeto chamado Spinlister. Na verdade, o projeto já existia mas ele retomou e deu um gás, por isso, costuma dizer que é o refundador da Spinlister. Marcelo sempre gostou de esportes e, principalmente, de bicicleta. A ideia do Spinlister é simples e ousada, principalmente por se tratar de uma plataforma global. A ideia inicial não era essa, mas, quando viu que o interesse vinha dos quatro cantos do planeta, saiu à conquista do mundo. O objetivo do Spinlister é conectar proprietários de bicicletas com pessoas interessadas em alugá-las para os mais diversos fins. O Spinlister entra como intermediário, dando garantias a um e a outro. Marcelo é daqueles que acreditam numa ideia e fazem de tudo para levá-la adiante. Juntou a criatividade com a tecnologia e foi à luta. Seu sonho é fazer com que as pessoas dividam, desde experiências e saberes, até bens materiais, como aquela bike que, quem sabe, estava lá meio parada, meio esquecida num canto da garagem ou do quintal. Ele investe no aplicativo para que a integração passe a fazer parte da vida das pessoas neste mundo moderno e, muitas vezes, criticado por ser muito individualista. Sua ideia de conectar pessoas está dando certo. Hoje já são mais de 50 países interessados e participando do projeto Spinlister. O sucesso da plataforma é tão grande que Marcelo não quis se restringir apenas às magrelas. Seu projeto é expandir para os esportes de ação, criando a possibilidade de alugar pranchas de surf, esquis e stand-up paddle em qualquer parte do mundo. Um conceito 100% inovador. Ele tem certeza de que o conceito de sharring economy, de dividir e compartilhar, essa coisa da troca, é uma onda que cresce e entusiasma as pessoas. Marcelo tem plena consciência de que seu projeto é ambicioso e difícil, mas gosta que seja assim. O seu negócio é enfrentar desafios, encontrar soluções, muitas vezes partindo do zero. A sua paixão é ver uma ideia original ser colocada de pé e, no caso do Spinlister, se espalhar pelo mundo. Marcelo acha que existe, sim, uma guerra – talvez entre aspas – entre um motorista de automóvel e um ciclista. É preciso conscientizar o motorista para ter mais respeito com o ciclista, entender que a bike deixou de ser apenas divertimento para transformar-se num meio de transporte viável e ecologicamente correto, nessas metrópoles onde transbordam automóveis, onde a mobilidade está na pauta do dia. Por ser um aplicativo seguro, onde os usuários assinam um acordo responsabilizando-se por danos e perdas, ele vem ganhando mais e mais adeptos, uma verdadeira onda de confiança que só faz crescer a ideia. Para ele, a bike sempre esteve na moda e não é de hoje. A diferença é que neste mundo agitado ficou claro, ficou óbvio, que ela pode ser uma solução mais inteligente para as grandes cidades, as metrópoles espalhadas por todos os continentes. Mesmo em São Paulo, ele acha que é possível mudar a filosofia de vida. Para ele, é difícil dizer que cidade no mundo de hoje apresenta condições, digamos, perfeitas para uma vida em que automóveis, bicicletas e moradores possam viver em perfeita harmonia. Aposta e cita o exemplo de Austin, no Texas. Para ele, Austin parece o lugar ideal para andar de bicicleta, o paraíso. Ele sente no retorno que recebe dos usuários, que as pessoas, muitas vezes desconfiadas, estão ficando mais abertas para novas experiências. Ele já captou que as pessoas, tanto as que alugam quanto as que pagam por esse aluguel, estão ficando mais felizes porque enxergam um mundo que andava meio esquecido. O compartilhamento só tem trazido bons resultados para todos. Posso dizer com toda a segurança que hoje no planeta em que vivemos já existe uma comunidade Spinlister.”

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