Site Conjur dissemina Fake News diz Deltan Dallagnol

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O o procurador-chefe da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol criticou nesta segunda-feira (29) a “fake news” de que a Lava Jato no Paraná tivesse comprado equipamentos para fazer grampos.

A suspeita foi levantada pela Procuradoria Geral da República – PGR, na última sexta-feira.

“A força-tarefa da Lava Jato jamais adquiriu o “Guardião” ou outro equipamento de interceptação telefônica (grampo)”, escreveu

“Repudiamos a fake news criada pelo Conjur [site jurídico], assim como sua disseminação por quem não tem compromisso com a verdade”, acrescentou Deltan

Segundo matéria publicada pelo site Conjur, na última sexta-feira, um ministro do Supremo Tribunal Federal – STF, ainda não identificado teria feito a afirmação. O Conjur escreveu:
A PGR já sabe que os procuradores de Curitiba abriram mais de mil inquéritos nos últimos cinco anos, que não foram encerrados. Além de equipamento de interceptação telefônica, a “força-tarefa” adquiriu três Guardiões, mas dois deles sumiram. Grande parte do acervo de gravações foi apagado no ano passado. Há fortes indícios de distribuição de processos fraudada e outras ilegalidades. “É aquela história do ladrão que, flagrado, consegue confundir as pessoas gritando ‘pega ladrão’, enquanto bate em retirada”, ilustrou um ministro do STF, referindo-se à tática dos procuradores. No início da noite desta sexta-feira (26/6), divulgou-se que os correspondentes, em Brasília, dos colegas de Curitiba, renunciaram à sua posição no grupo de trabalho da PGR.

Numa perspectiva alarmista, a confirmação da prática de atos desonestos e ilegais pelos procuradores da República pode implicar a anulação de condenações que se fundamentaram em fraudes e provas forjadas.

Em sua página, a Força-Tarefa também criticou a matéria do Conjur:

Diante da fake news divulgada no site Conjur em 26/06/2020, a força-tarefa de procuradores do Ministério Público Federal (MPF) no caso Lava Jato informa que jamais adquiriu o equipamento/sistema Guardião ou qualquer outro equipamento de interceptação telefônica. Todas as interceptações telefônicas realizadas no caso Lava Jato foram autorizadas por decisão judicial e efetivadas exclusivamente pela Polícia Federal.

Também são mentirosas uma série de afirmações feitas na matéria publicada, como a de que houve “distribuição de processos fraudadas”. Todas as distribuições dos processos da Lava Jato em Curitiba são submetidas ao Poder Judiciário e são registradas eletronicamente por meio do sistema E-proc, da Justiça Federal, e do Sistema Único, do MPF.

A força-tarefa repudia a divulgação de informações evidentemente falsas pelo referido veículo.

Ministério Público Federal no Paraná
Assessoria de Comunicação

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