Secretária de Turismo envergonha Ibaneis com Fake News sobre Disneylandia Aliados reclamam de fogo amigo

0

O sonho criado pelo governo do Distrito Federal, na cabeça de milhões de crianças brasileiras foi desmentido pela Disney na mesma velocidade em que nasceu. Dois dias depois de o governador Ibaneis (MDB) anunciar que Brasília receberia um Parque da Disney e encantar crianças de todas as idades do nosso Brasil, a Walt Disney Company negou que vá construir mais um parque fora dos EUA ou que esteja tratando do assunto com o GDF.

Por trás da desilusão dos fãs da Disney, há uma bruxa malvada que teria mentores, dizem os corredores do poder em Brasília. O vexame a que foi exposto o governador veio da iniciativa de sua secretária de Turismo Vanessa Mendonça, que teria dado a maça envenenada preparada por deputados descontentes com a condução de Ibaneis nesses primeiros dias de governo.

Nos bastidores, corre o boato de que a ridicularização de Ibaneis acalmaria o ímpeto do governador sobre a maneira dele exigir votações de pautas desejadas pelo Buriti na CLDF.

Vanessa teria sido plantada por “mui amigos” do governador e estaria mostrando a que veio. O plano teria sido arquitetado por adversários velados do governador eleito por mais de 75% dos votantes no DF.

A personagem do mal, que levou ao desalento crianças e fãs da Disney, tem no currículo, além de ter participado do governo de Michel Temer, alguns processos trabalhistas. Ao que parece ela gostava de pagar seus funcionários nas barras da justiça. Na maioria dos processos Vanessa Chaves de Mendonça, Sócia da Vento Bravo Comunicações foi condenada a pagar o que devia para quem lhe serviu.

Na segunda-feira (4), Ibaneis foi feito de marionete por Vanessa e anunciou para o Brasil que estaria fazendo estudos. “Temos conversado com diversas áreas. Essa semana vem um representante da Disney ao Distrito Federal. São projetos que estamos buscando para dar novo perfil econômico ao DF”, disse Ibaneis na ocasião.

Vanessa Mendonça, foi quem, deu as informações de que existiriam as tratativas em curso. Mas quando foi questionada por uma emissora de rádio,  sobre uma data para o projeto sair do papel, ela desconversou, acendendo um sinal de alerta para a Fake News.

Vanessa foi mais longe e disse “Estamos falando com uma multinacional que ela própria tem um cronograma. Nós vamos anunciar isso em breve. Mas esse cronograma vai ser construído em conjunto. E vai ser anunciado. Tenho certeza disso”, disse a secretária, desmentida em seguida pela Disney.

Resta saber quem é Jafar, um outro vilão da Disney que por ganância, se tornou o grande conselheiro do Sultão, mas secretamente planejava usurpar-lhe o poder e conseguiu no final. Abre o olho governador.

Um detalhe importante nessa trama são os caminhos percorridos pela empresa de comunicação de Vanessa Mendonça, a Vento Bravo Comunicação. A empresa de publicidade Vento Bravo Comunicação foi condenada pela Justiça Trabalhista, após Ação do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF) constatar a realização do chamado “pagamento por fora”.

Os pagamentos não contabilizados foram confirmados por testemunhas e reconhecida em ação individual contra a empresa pelo próprio representante da Vento Bravo. Em audiência do processo 00677-77.2015.5.10.0009, ele afirmou que “a remuneração da reclamante era de R$ 2.300, já incluindo o pagamento por fora”.

O procurador Luís Paulo Villafañe Gomes Santos, autor da Ação Civil Pública, explica que o “pagamento não contabilizado importa fraude tanto na seara trabalhista, como também no aspecto previdenciário e fiscal. Isto porque, ao não integrar os salários dos empregados, paga-se a menos diversos direitos trabalhistas, tais como 13º, os depósitos do FGTS, as férias, o aviso prévio, entre outros”.

A juíza Elysangela de Souza Castro Dickel, da 1ª Vara do Trabalho de Brasília, deferiu o pedido. Segundo a magistrada, “a prova dos autos demonstra que havia a realização de pagamento por fora”. Ela determinou que a empresa de comunicação interrompa os pagamentos de salários à margem dos recibos. Toda a verba de natureza salarial deve constar no contracheque.

A multa por dano moral coletivo foi fixada em R$ 5 mil.

Caso a empresa volte a realizar pagamento “por fora” vai ser penalizada em R$ 3 mil por infração identificada.

Comentários