Ronaldinho Gaúcho deixa prisão, mas fica detido em hotel no Paraguai

0

O ex-jogador de futebol, Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis vão seguir presos no Paraguai, em prisão domiciliar. Nesta terça-feira, após um mês da detenção do astro em Assunção, o juiz Gustavo Amarilla decidiu mudar o regime de reclusão do brasileiro, que agora ficará em um hotel da cidade. O veredicto que “relaxou” a condição de Ronaldinho foi tomada em audiência em que a defesa do ex-atleta apresentou o pagamento de fiança de US$ 1,6 milhão (aproximadamente R$ 8,3 milhões). Além disso, os advogados Sergio Queiroz e Adolfo Marin indicaram que ele e Assis vão ficar no Hotel Palmaroga.

Com a documentação do pagamento da fiança e da hospedagem, o juiz optou por permitir que os brasileiros fiquem em prisão domiciliar enquanto aguardam a sequência das investigações e o julgamento, embora o Ministério Público defendesse que ambos seguissem detidos, pois, soltos, poderiam atrapalhar as investigações. A conclusão da perícia em seus celulares ainda não foi divulgada.

A prisão preventiva no país poderia durar até seis meses, sendo que o sistema judiciário do Paraguai está parcialmente fechado. As informações iniciais era que nada seria decidido até o dia 12 deste mês, período de recesso por causa da pandemia do novo coronavírus.

Ronaldinho e Assis foram detidos em 6 de março, quando deram entrada no Agrupamento Especializado, um quartel da Polícia Nacional adaptado como presídio em Assunção. Desde então, eles cumpriam prisão preventiva determinada pela Justiça paraguaia por usarem passaportes falsos e documentos de identidade para entrar no país dois dias antes.

O Ministério Público paragiaio investiga suposta participação de Ronaldinho e o irmão em uma organização criminosa especializada em falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. Até que a conclusão do caso, Ronaldinho e Assis não poderão deixar o Paraguai.

Comentários