Rollemberg solta gases insuportáveis no centro de Taguatinga Fedor afugenta clientes e prejudica saúde de moradores da CSA 01

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restaurantes vazios por conta do forte odor de esgoto

Um fedor insuportável toma conta dos ares de praticamente toda região central afetando até quem trabalha na Praça do Relógio, símbolo da cidade que já foi considerada a capital econômica do DF.  Moradores e comerciantes não sabem mais o que fazer. “Fizemos diversos abaixo assinados entregues na administração de Taguatinga. Também fizemos, individualmente, muitas reclamações diretamente na CAESB e a situação piora a cada dia” afirma Marcelo Rech, um dos empresários que estão assistindo indignados seus clientes sumirem com o aumento do mau cheiro.

Mau cheiro está afugentando cliente, diz Geraldo

Para Geraldo Alves de Oliveira, proprietário do restaurante e lanchonete It Speed lunch, a mais antiga e tradicional sanduicheria de Taguatinga, “o mau cheiro piora a cada dia, e nós já fizemos todo tipo de reclamação em todos os lugares e o governo não toma providências, isso é a cara desse país, esse fedor que espanta nossos clientes”, desabafa o comerciante.

 

“A CAESB cobra o dobro do preço da água fornecida para fazer o tratamento de esgoto, mas o serviço é irresponsável e as pessoas adoecem. O que mais se vê na região são placas de aluga-se. Ninguém quer morar por aqui ou trabalhar. É muito ruim até passar pela CSA durante alguns momentos piores do dia”, diz uma moradora que não quer a divulgação de seu nome e sonha em mudar de endereço, assim que conseguir vender seu apartamento.

 

Alessandro não sabe mais o que fazer , nem a quem pedir providências contra o odor insuportável

Segundo o comerciante Alessandro de Oliveira Silva, proprietário da lanchonete e restaurante Sabor na Boca, “Nossos cliente deixam de consumir por conta do mau cheiro. Domingo agora, dia oito, por exemplo, uma família inteira veio para o almoço e fez o pedido, quando estávamos terminando o preparo, eles desistiram de almoçar no restaurante alegando que o fedor é insuportável. Esse prejuízo o governador não indeniza, mas cobrar as taxas ele cobra, o que nos deixa indignados com o descaso com a população” reclama.

A estação de respiro do esgoto da Caesb fica próxima ao estacionamento do setor hoteleiro de Taguatinga, ao lado do posto de combustíveis Nenen’s Super Posto e na frente do antigo hotel Colorado, que está desativado. “Não sabemos se o hotel faliu por falta de clientes, o fato é que fechou,” diz um dos frentistas do posto.

Procurada pela reportagem do bsbmagazine.com.br , a equipe do governador Rodrigo Rollemberg disse que não sabe onde fica o local e que não existe nenhuma reclamação na Caesb. A incompetência é tamanha, que a assessoria da empresa pública, que atendeu a nossa reportagem, sequer sabia a localização da CSA 01 em Taguatinga.

respiradores sugam o mau cheiro da rede de esgoto e lançam ao ar no centro da cidade

Perguntada sobre o problema, a assessora de comunicação da CAESB, que se identificou como Fabiane Lopes e atende no telefone 61 3213-7117, e que não deve servir para jornalistas serem informados, se limitou a dizer “Mande um e-mail que iremos averiguar”. A reportagem retrucou: para que serve então este telefone disponibilizado como sendo de assessoria de comunicação se a conversa tem de ser por e-mail?   – Fabiane desligou sem dar resposta. Até o momento da publicação desta reportagem, o governo não havia dado resposta aos questionamentos enviados por e-mail.

Imóveis desvalorizados por causado mau cheiro exalado pelos esgotos

A irresponsabilidade do governador do Distrito Federal, que nomeou dois primos, um para o DNER, que teve que ser demitido depois que desabou um viaduto, se repetiu na Caesb, onde o outro, Maurício Leite Ludovice continua a vazar maus odores para o lado do político que deveria cuidar da coisa pública e não da família.

O fedor provocado pelo governador no centro de Taguatinga incomoda, prejudica a saúde e está quebrando os comerciantes que vivem e trabalham no local, mas o maior mal que a Caesb parece trazer para os brasilienses são as constantes e podres denúncias de corrupção, como as que vão desde o favorecimento a empresas a vícios em licitações e faturamento indevido, fora os transtornos da falta de planejamento do uso de água que nos deixou em racionamento de três dias por semana durante um longo período.

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