Rio na rota do óleo Inpe diz que Espírito Santo e Rio de Janeiro podem ser o destino do Óleo derramado

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O instituto Nacional de pesquisas espaciais – Inpe informou que o óleo que atinge as praias do Nordeste pode chegar ao Espírito Santo e ao Rio de Janeiro.

“A hipótese do Inpe é de que há óleo em oceano aberto e que pode chegar até a costa de outros estados do país, incluindo o sudeste”, disse o oceanógrafo Ronald Souza, que lidera o grupo de pesquisas do instituto.

O órgão monitora o óleo no litoral brasileiro e anuncia para as autoridades onde há a presença do material.

O petroleiro grego suspeito de derramar o óleo que causou o maior desastre ambiental já registrado na costa brasileira se chama Bouboulina, de acordo com a Polícia Federal (PF). Ele foi carregado com 1 milhão de barris do petróleo tipo Merey 16 cru no Porto de José, na Venezuela, no dia 15 de julho. Zarpou no dia 18 com destino à Malásia.

A cada 10 locais atingidos, 3 voltaram a apresentar manchas após limpeza no Nordeste
A embarcação é alvo da Operação Mácula, desencadeada pela PF nesta sexta-feira (1º). Ela foi apontada como suspeita com base em um relatório produzido pela empresa HEX Tecnologias Especiais, que afirma ter realizado a análise de dados de satélite para localizar as manchas e feito um cruzamento com softwares de monitoramento de navios para chegar ao resultado que aponta o navio grego como suspeito.

O apontamento deste navio suspeito vai contra duas tendências anteriormente apontadas pela Marinha e Ibama nas investigações. A primeira é que a mancha teria sido localizada com imagens de satélite, enquanto o Ibama já tinha descartado essa possibilidade em estudos próprios, de agências espaciais e de universidades. O segundo é em relação à data da passagem do navio pela costa e o fato de ele não estar operando como um “navio-fantasma”

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