Renan Calheiros em delação da Odebrecht: Dodge inclui e-mail sobre Chesf PGR diz que Renan e Jucá acertaram com empresa corrupta

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A Procuradoria Geral da República (PGR) incluiu nesta semana, novos e-mails que comprometem o senador Renan Calheiros, o Senador Romero Jucá e Jaques Wagner no inquérito que investiga  o senador e o filho dele, o governador de Alagoas, Renan Filho do MDB, por corrupção e lavagem de dinheiro.

Os e-mails fazem parte da delação premiada de diretores da Odebrecht e mostram, segundo a PGR, que a atuaçao de Renan e Jucá eram “concertadas” para beneficiar fraudulentamente a construtora.

Em 2018, Marcelo Odebrecht entregou à PGR novos e-mails que a trocou com Cláudio Melo Filho um ex-diretor da Odebrecht que era lobista em Brasília. Cláudio relata a Marcelo e a Carlos Fadigas, então presidente da Braskem, do grupo Odebrecht, uma reunião com  Renan.

“Ontem me reuni com Sen Renan, que incluiu uma emenda de relator e permitiu que Chesf fosse beneficiada até 2015. Vamos tentar ainda incluir possibilidade de renovação nas mesmas bases. Contudo já foi uma vitória!”, diz o e-mail.

Para a PGR, a mensagem demonstra “a estreita relação do Senador Renan Calheiros com o tema de interesse do Grupo Odebrecht envolvendo os contratos de energia com a Chesf”.

Outro e-mail de 2014, anexado pela PGR, mostra Marcelo Odebrecht falando sobre a infuiência do então governador da Bahia, Jaques Wagner e Renan Calheiros para beneficiarem a Odebrecht. Marcelo diz que “JW e Renan hoje têm força suficiente para, se quiserem, conseguirem resolver o tema da energia Chesf”, diz.

Para a PGR, a MP 656/2014 recebeu a emanda 47 de Romero Jucá para renovar os contratos. Apesar de  vetada novamente, a procuradora-geral, Raquel Dodge, afirma que a apresentação da emenda sobre o tema por Jucá era parte das negociações criminosas.

A procuradora conclui que “os novos dados que estão sendo juntados com esta manifestação reforçam que o Grupo Odebrecht buscou o auxílio do Senador Renan Calheiros no tema referente aos contratos de energia das eletrointensivas. Estes novos elementos também reforçam os indícios de que a atuação do Senador se deu durante todo o processo, passando pela MP 656 e a tentativa de derrubada do veto presidencial”, diz se referindo a oito.endas apresentadas por Jucá sobre a Chesf.

Dodge pediu que o inquérito seja prorrogado por mais 60 dias para buscar mais provas.

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