Globo precisa explicar roubo de R$80 milhões com Cabral e R$ 282 contratados com Eduardo Paes Rede de comunicação não dava importância aos crimes durante os governos acusados de roubarem nosso dinheiro

0

A Rede Globo precisa explicar, talvez hoje no Fantástico, porque ficou calada durante anos de roubo patrocinado pelo ex-governador do Rio de janeiro, Sérgio Cabral e sobre 19 contratos sem licitação firmados com o ex-prefeito, Eduardo Paes que custaram mais de R$ 282 milhões.

Eduardo Paes ainda está solto e figura novamente como pré-candidato a prefeito, mas Sérgio Cabral delatou a Vênus Platinada.

Segundo o próprio ladrão confesso que está preso pela Lava Jato e que declarou ter ficado viciado no crime, o preço do silêncio da Globo, foi de R$ 80 milhões.

Em nova parte do acordo de delação premiada, divulgada nessa semana, Cabral contou que repassou ilegalmente o dinheiro para o grupo de comunicação, via Fundação Roberto Marinho, e esta é só uma parte de um capítulo inteiro sobre a empresa de comunicação.

Ele disse ter sido blindado pela Globo nos oito anos em que governou o estado do Rio de Janeiro com um acordo criminoso com a Fundação Roberto Marinho.

Segundo Cabral, a família Marinho o pressionou para conseguir a gerência de estudos, projetos e desenvolvimento de conteúdo para a implantação de um equipamento do museu do amanhã na cidade do Rio de Janeiro. Ainda de acordo com Cabral, uma licitação fraudulenta permitiu à fundação indicar a construtora responsável pela obra.

O ex-governador do Rio contou como participou da maior quadrilha da política da história, que contava com criminosos que vão, desde o ex-presidente Luís Inacio Lula da Silva, o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, secretários de Estado, deputados federais e estaduais, senadores, empresários nacionais e estrangeiros, desembargadores, conselheiros do Tribunal de Contas, desembargadores e ministros de tribunais superiores.

A quadrilha destruiu não só o estado do Rio de Janeiro, mas a economia nacional, gerendo milhões de desempregados e falta de assistência do governo em todos os setores, como educação, segurança e saúde.

A saúde pública do Rio de Janeiro está em frangalhos, mas o médico Drauzio Varella, que abraça estuprador e assassino de criancinhas nunca abraçou uma mãe que viu seu filho morrer por falta de atendimento nos hospitais do Rio, em suas reportagens no Fantástico.

Segundo o criminoso, o bando Paes/Lula/Cabral arrombou todos os cofres ao alcance da máquina administrativa tirando desde dinheiro que devia ir para crianças pobres na merenda escolar e quentinhas dos presídios, até de grandes obras e plataformas da Petrobras.

Lula foi condenado e preso por corrupção, mas está solto, respondendo em liberdade sem poder se candidatar e nega todos os crimes atribuídos à ele.

Eduardo Paes é investigado pela obra faraônica e de gosto duvidoso, Museu do Amanhã, em parceria com a Rede Globo e outros contratos na zona portuária do Rio. Segundo o ministério público, a maior parte dos contratos foi feito com a Fundação Roberto Marinho. Cerca de 70% dos projetos estão concentrados na região portuária.

As contratações envolvem supervisão de obras de engenharia e arquitetura, além de prestação de serviços, como treinamento de pessoal, em equipamentos.

No contrato do Museu do Amanhã, por exemplo, a Fundação Roberto Marinho recebeu cerca de R$ 51 milhões, mas subcontratou cerca de 90% das atividades, entre elas obras de arquitetura e engenharia e de divulgação. Segundo o TCM-Rio, uma investigação foi aberta para apurar também problemas no projeto.

A Globo precisa explicar tudo isso.

Comentários