Quem matou o Museu Nacional tem nome e partido político.

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Desde 2015, a UFRJ tem como reitor o Roberto Leher, que ajudou a fundar o PSOL no Rio de Janeiro. Entre várias medidas administrativas desastrosas fica óbvio o descaso com o Museu Nacional, sendo repassado para a UFRJ um aumento de investimento no período entre 2014 a 2017, passando de R$ 2,6 bilhões para R$3,1 bilhões, mas o repasse para o museu caiu nesse mesmo período. Uma combinação de má administração do dinheiro público com o viés ideológico e partidário de um reitor irresponsável.

Tristeza, luto e, por fim, uma profunda indignação diante de falhas de gestão e falta de recursos. A destruição de 90% do acervo do Museu Nacional, consumido por um incêndio em pouco mais de duas horas, teve efeito devastador sobre corações e mentes de brasileiros, que guardam desde a infância recordações do palácio da Quinta da Boa Vista. Na segunda-feira, dia seguinte ao incêndio, só restavam cinzas e um gigantesco esqueleto, no qual se sobressaía a fachada imponente de blocos de pedra do século XIX. Um prejuízo inestimável, que expõe problemas na gerência de verbas.

Contas oficiais mostram que o dinheiro necessário para guardar em segurança o acervo de 20 milhões de peças era pouco diante das perdas irreparáveis que ainda estão sendo somadas. Considerado uma incomensurável descoberta para a civilização, o crânio de Luzia, o mais antigo fóssil humano das Américas, até ontem estava desaparecido sob os escombros. Mas já se tem a certeza de que toda a coleção egípcia, com preciosidades como o sarcófago de Sha-Amum-Em-Su, foi perdida. Apenas o meteorito Bendengó, de 4 bilhões de anos e cinco toneladas, que ficava no saguão, estava intacto.

Antes de ser queimado em praça pública, diante dos olhares de funcionários e curiosos que correram na noite de domingo para o parque, onde sequer havia água suficiente nos hidrantes para combater o avanço do fogo, o Museu Nacional já vinha minguando. A verba pública destinada à instituição fez uma curva descendente nos últimos anos, até chegar a uma situação de quase penúria. Um levantamento feito pela Comissão de Orçamento da Câmara dos Deputados, com base no Sistema Integrado de Administração Financeira, mostrou que, em termos nominais, sem levar em consideração a inflação, os recursos destinados pela União à manutenção da instituição despencaram 34,3% entre 2013 e 2017. No período, os valores pagos passaram de R$ 979.952 para R$ 643.657. Este ano, só foram gastos efetivamente R$ 98.115. As despesas com pessoal são uma conta à parte, e ficam dentro do orçamento da UFRJ, à qual o museu estava subordinado.

As contas desequilibradas

Apesar de os repasses para ao Museu Nacional terem diminuído, o Ministério da Fazenda informou à Rede Globo que as transferências de recursos para a UFRJ aumentaram de R$ 2,6 bilhões para R$ 3,1 bilhões entre 2014 e 2017. Os cerca de R$ 500 milhões a mais, segundo o governo federal, foram usados para cobrir um crescimento de despesas com pessoal, que passaram de R$ 2,1 bilhões para R$ 2,6 bilhões no período. Os gastos com custeio passaram de R$ 464 milhões para R$ 497 milhões, enquanto as verbas para a universidade fazer investimentos caíram de R$ 65 milhões para R$ 14 milhões.

Depois do desastre, o Ministério da Educação anunciou que vai liberar R$ 10 milhões para sua reconstrução, que só deverá começar no ano que vem. A Unesco, em parceria com outros órgãos, prometeu R$ 5 milhões.

Fonte: O Globo

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