Lula: Prisão cada vez mais próxima Operação Xepa e decisões da justiça aproximam Lula da prisão

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prisão de ministro sem nunca ter sido, preocupa governo
prisão de ministro sem nunca ter sido, preocupa governo
prisão de ministro sem nunca ter sido, preocupa governo

Depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin desistiu de relatar o habeas corpus pedido por Lula, alegando ser próximo de um dos autores do pedido e a decisão foi parar nas mãos da ministra Rosa Weber, o grupo que defende o ex-presidente sentiu que o STF não seria exatamente tão acovardado como declarou Lula para a presidente Dilma.

As coisas pioraram na madrugada de hoje, quando o ministro Luiz Fux negou um pedido da AGU para anular a decisão do STF que suspendeu a posse de Lula como ministro e devolveu as investigações para a justiça do Paraná sob a batuta de Sérgio Moro.

Para fechar a manhã de terror para os governistas a polícia federal cumpre desde a madrugada a operação Xepa que busca provas de corrupção e pagamento de propinas feitos pela construtora Odebrecht, que também abasteciam contas da dupla de marqueteiros, João Santana e sua mulher, vulgo Feira.

Xepa em hotel milionário
Hotel alvo de buscas nesta terça-feira de Xepa

A PF cumpre pelo menos 110 mandatos em 8 estados e no Distrito Federal. São 28 pedidos de condução coercitiva e 15 de prisão. Em Brasília buscas foram feitas no luxuoso hotel Golden Tulip, a beira do Lago Paranoá, onde mora o senador, ex-lider do PT e delator do esquema, Delcídio do Amaral.

Leia a nota do MPF sobre a operação de hoje:

“Estão sendo cumpridos, nesta terça feira, 22 de março, mandados de prisão, de busca e apreensão e de condução coercitiva para aprofundar a investigação de possíveis crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de ativos oriundos de desvios da Petrobras, cometidos por empresários, profissionais e lavadores de dinheiro ligados ao Grupo Odebrecht. Em decorrência das buscas e apreensões e de outras diligências realizadas após a deflagração da 23ª fase da Operação Lava Jato, colheram-se indícios de que foi instalado dentro da estrutura do Grupo Odebrecht um setor profissionalmente organizado que era utilizado para pagamentos que incluíam vantagens indevidas a servidores públicos em razão de contratos firmados pela Odebrecht, chamado ‘setor de operações estruturadas’. Apurou-se que as tratativas acerca dos pagamentos de vantagens indevidas se estenderam até, pelo menos, novembro de 2015, conforme comprovado por troca de e-mails entre os investigados.

De acordo com as evidências surgidas, este setor tinha dentre suas missões viabilizar, mediante ‘pagamentos paralelos’, atividades ilícitas realizadas em favor da empresa. Para operacionalizar o esquema ilícito, foi instalado dentro do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht um sistema informatizado próprio, utilizado para armazenar os dados referentes ao processamento de pagamentos ilícitos e para permitir a comunicação reservada entre os executivos e funcionários envolvidos nas tarefas ilícitas. Além disso, para viabilizar a comunicação secreta entre executivos, funcionários da Odebrecht e doleiros responsáveis por movimentar os recursos espúrios, utilizava-se outro programa, em que todos se comunicavam por meio de codinomes. A partir da análise de e-mails e planilhas apreendidas, apurou-se que pelo menos 14 executivos de outros setores do Grupo Odebrecht, que demandavam “pagamentos paralelos”, encaminhavam aos funcionários as diversas solicitações de pagamentos ilícitos, de forma que a contabilidade paralela e a entrega dos valores espúrios ficassem centralizados nesta estrutura específica. Essas evidências abrem toda uma nova linha de apuração de pagamento de propinas em função de variadas obras públicas.

Além disso, a partir das planilhas obtidas e das anotações contidas no celular de Marcelo Odebrecht, obtiveram-se mais evidências contundentes de que este, então presidente da Organização Odebrecht, não apenas tinha conhecimento e anuía com os pagamentos ilícitos, mas também comandava diretamente o pagamento de algumas vantagens indevidas, como, por exemplo, as vantagens indevidas repassadas aos publicitários e também investigados Monica Moura e João Santana”.

 

 

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