Primeira-ministra do Reino Unido renuncia ao cargo Theresa May não conseguiu conduzir proposta de saída da União Européia

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A primeira-ministra britânica, Theresa May  decidiu, nesta sexta-feira (24) deixar o cargo após o terceiro fracasso em aprovar no Parlamento Britânico um  acordo com a União Europeia sobre o Brexit.

“Sempre será motivo de profundo pesar para mim que eu não tenha sido capaz de entregar o Brexit”, afirmou com a voz embargada e choro no fim do seu pronunciamento.

“Eu, em breve, vou deixar a função que foi a honra da minha vida: a segunda primeira-ministra mulher, mas certamente não a última. Eu fiz isso sem ser obrigada, mas com uma gratidão enorme e duradoura em ter tido a oportunidade de servir o país que eu amo”, discursou.

O processo de sucessão de May, que tem 62 anos e está há quase três anos no poder, deve começar em 10 de junho. A oposição pede eleições gerais. O ex-ministro de Relações Exteriores e ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, que liderou a campanha em defesa do Brexit, anunciou a pretensão de assumir a liderança do partido.

No início da semana, a primeira ministra apresentou sua última proposta aos deputados britânicos, mas foi derrotada. Theresa queria que os parlamentares colocassem a proposta sob um segundo referendo.

A proposta foi um fracasso e motivou, na última quarta-feira (22), a renúncia de outra figura importante no Partido Conservador, a líder do governo na Câmara dos Comuns, Andrea Leadson — contrária à ideia de um novo referendo.

O anúncio da renúncia de May ocorre um dia após o início das eleições europeias. O Reino Unido não queria participar do pleito, em que surge como favorito o Partido do Brexit, de Nigel Farage.

Os resultados serão conhecidos somente no domingo (26), quando termina a votação em todos os 28 países do bloco.

O Reino Unido determinou sua saída da União Europeia para o dia 31 de outubro, após solicitar um adiamento da data que inicialmente estava estabelecida para 29 de março deste ano.

 

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