Preço X Qualidade A Nova Ordem desde 2014

0

Dando sequência ao tema Licitações Públicas, agora quero falar um pouquinho sobre os valores que são praticados hoje, por empresas que concorrem aos certames públicos diante da nova ordem econômica nacional. 

Na verdade, essa nova ordem já vem desde 2014. Não cabe aqui citar governos e administrações, mas quem é do ramo e participou ou participa de licitações, sabe bem que até o ano de 2013, os valores praticados em serviços audiovisuais eram factíveis e exequíveis. Por algum motivo alheio as decisões dos prestadores de serviços, os valores orçados praticamente deixaram de ser importantes. Explico: quando um órgão público precisa contratar uma empresa para execução de um determinado serviço, ele precisa antes de um Projeto Básico desenvolvido pelo setor contratante, que em seguida solicita no mercado, pelo menos três orçamentos e a partir da média desses orçamentos, abrem um edital de contração com todas as regras, incluindo o valor cotado, que permite as empresas participantes iniciarem seus lances a partir deste valor.

Mas se engana quem pensa que este valor apresentado é de fato o norte para execução dos serviços contratados. Como citei acima, isso acontecia até o ano de 2013. Depois disso, parece que os pregoeiros públicos, foram treinados para repetição de apenas uma frase durante os pregões: “Senhores, melhorem seus lances, o pregão está período aleatório e pode ser encerrado a qualquer momento”.

Diante disso, os valores estão ficando cada vez mais baixos e consequentemente os serviços cada vez piores. Empresas estão sendo obrigadas a diminuírem seus valores e com isso demitindo profissionais gabaritados e contratando outros com experiência mínima. O termo Bola de Neve, se aplica completamente nestes casos. Enquanto o órgão público insiste em baixar valores, as empresas participantes demitem, os serviços prestados são de baixa qualidade e além disso, profissionais ficam à espera de melhores ventos. É preciso fazer algo para mudar isso e muito rapidamente. Não adianta a administração pública pensar em economia e esquecer da qualidade.

Comentários