POLÍCIA FEDERAL APREENDE CARROS DE LUXO E BENS DE DITADURA QUE BANCOU DESFILE DA BEIJA FLOR DITADURA TEVE INVESTIMENTOS BRASILEIROS EM SUA ECONOMIA NA ERA PT

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A Polícia Federal deu busca e apreendeu bens e documentos do vice-presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Mang, conhecido como Teodorin que é filho e vice-presidente do ditador Teodoro Obiang Niguema, que está no poder há 39 anos, e é investigado por Lavagem de dinheiro. Em 2017, a justiça da França condenou Teodorin a três anos de prisão pelo mesmo crime.

No Brasil, Teodorin tentava lavar dinheiro roubado com a compra por R$ 15 milhões de uma cobertura duplex de mais de 1.000 mts² avaliada em R$70 milhões e localizada em endereço nobre na capital de São Paulo, a rua Haddok Lobo, nos Jardins, em São Paulo e ocultação da propriedade, assim como fez o ex-presidente brasileiro, Luís Inácio Lula da Silva que foi condenado a doze anos de prisão pela ocultação de um Triplex no Guarujá, também em SP.

O bilionário africano também é investigado desde o mês passado por ter sido flagrado carregando malas de dinheiro em plena campanha eleitoral no Brasil. A Receita Federal apreendeu com ele US$ 1,5 milhão e R$ 60 mil em dinheiro, além de 20 relógios, avaliados US$ 15 milhões, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.

Hoje a PF também “visitou” e cumpriu o bloqueio de carros de luxo e bens em outros seis endereços ligados ao ditador na capital paulista. Um em Hortolândia e outro em Jundiaí ambas em SP, e mais um na capital federal do Brasil, Brasília. Teodorin teve bloqueados uma Lamborghini, uma Maserati, um Porsche, uma Mercedes-Benz, um Fusion e uma Santa Fé, avaliados em R$ 6 milhões.

Empresas brasileiras financiadas com dinheiro público brasileiro e enroladas até o pescoço com a corrupção nos últimos 16 anos, como a ARG e Andrade Gutierrez têm contratos na Guiné Equatorial, em obras de infraestrutura na parte continental do país. A OAS e a Queiroz Galvão também possuem empreendimentos: a primeira em rodovia na ilha de Bioko; a segunda na construção da cidade administrativa de Oyala, na parte continental. Com elas, os interesses brasileiros na Guiné Equatorial são estimados em US$ 5 bilhões.

Obiang começou a ficar conhecido das manchetes brasileiras quando segundo denúncias teria bancado o desfile da escola de samba Beija-Flor campeã de 2015 no Rio de janeiro. A suspeita é de que o patrocínio no valor de R$ 10 milhões tenha saído do BNDES, e teria sido repassado pelas construtoras Odebrecht e Queiroz Galvão para bancar o desfile da Beija-Flor.

Por meio de nota, o governo de Guiné Equatorial manifestou que o aporte de recursos foi iniciativa das construtoras. De acordo com reportagem, o carnavalesco Fran-Sérgio citou, como patrocinadoras do enredo, as construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão e grupo ARG, mas nunca houve investigação sobre o caso.

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