PGR quer mais 60 dias para investigar Renan Calheiros

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A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação, por mais 60 dias, do inquérito que investiga o senador Renan Calheiros (MDB-AL) por corrupção em contratação irregular no Estaleiro Rio Tietê.

Conforme o pedido, feito pela subprocuradora-geral Lindôra Araújo, chefe da Lava Jato na PGR, há elementos de prova que indicam que Renan Calheiros recebeu vantagens indevidas das empresas que formavam o consórcio de construção do estaleiro.

Renan Calheiros nega e por meio de advogados diz que a delação relacionada ao caso é “irresponsável.

Considerado um sabonete jurídico, Renan Calheiros já teve 12 processos abertos na maioria com base em delações de escândalos recentes como os envolvendo a Lava Jato e Petrobras.

O inquérito tem como base a delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sergio Machado, que sugere corrupção passiva e lavagem de dinheiro por parte do senador.

A PGR argumenta que precisa de mais prazo para tomar mais depoimentos, analisar material recolhido em mandados de busca e apreensão, além de dados de investigações da Lava Jato.

A PGR pediu ao STF que o depoimento de Renan Calheiros seja a última diligência a ser realizada.

Segundo os investigadores, as vantagens indevidas para Renan teriam sido intermediadas por um ex-assessor do senador, que teria captado doações, de acordo com o Ministério Público, para a direção estadual do MDB de Alagoas, em 2010.

“Os elementos de prova até então arrecadados indicam que houve o recebimento de vantagens indevidas pelo senador da República Renan Calheiros, pelo menos no ano de 2010, pagos por empresas que formavam o consórcio para construção do Estaleiro Rio Tietê”, escreveu Lindôra Araújo no pedido.

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