PF na casa do senador Omar Aziz Senador investigado por roubar o dinheiro do povo

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A Polícia Federal deflagrou nesta manhã (09) a Operação Vertex, uma nova etapa da Operação Maus Caminhos, que investiga crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Os agentes cumprem nove mandados de prisão temporária, 15 de busca e apreensão, 18 de bloqueios de contas de pessoas físicas e jurídicas e 7 de sequestro de bens e imóveis.

A operação acontece no estado do Amazonas, no Distrito Federal e em São Paulo.

A investigação foi desmembrada pelo STF em função dos indícios de recebimentos de vantagens indevidas por um ex-governador que, por exercer o cargo de senador, poderia ter direito ao foro privilegiado.

Os 18 mandados de bloqueios de contas de pessoas físicas e jurídicas somam, aproximadamente  92,5 milhões de reais, 07 mandados de sequestro de bens móveis e imóveis, expedidos pela Justiça Federal, que, após parecer do Ministério Público Federal, deferiu representação do Delegado de Polícia Federal que preside a investigação.

A investigação foi desmembrada pelo Supremo Tribunal Federal – STF, da OPERAÇÃO MAUS CAMINHOS, em razão dos indícios detectados de recebimentos de vantagens indevidas pelo ex-governador Omar Aziz, que por exercer o cargo de senador, poderia ter direito a foro por privilegiado no STF.

Em razão do entendimento do Supremo Tribunal de que foro por prerrogativa de função conferido aos deputados federais e senadores se aplica apenas a crimes cometidos no exercício do cargo e em razão das funções a ele relacionadas, o Ministro Dias Toffoli determinou a remessa da investigação ao juízo de 1ª instância, sendo que em janeiro de 2019 a investigação foi retomada.

Entre as vantagens indevidas de que se tem suspeita, teria havido entregas de dinheiro em espécie ou por meio em negócios simulados ou superfaturados, a fim de ocultar a entrega de dinheiro dissimulado por meio de contratos de aluguel e de compra e venda.

A investigação está diretamente relacionada com as outras fases da OPERAÇÃO MAUS CAMINHOS, sendo elas a OPERAÇÃO CUSTO POLÍTICO, OPERAÇÃO ESTADO DE EMERGENCIA e OPERAÇÃO CASHBACK. Na OPERAÇÃO CUSTO POLÍTICO se apurou a prática de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais e pertinência a organização criminosa, praticados por cinco ex-secretários de estado, bem como diversos servidores públicos e o núcleo da organização criminosa desbaratada na primeira fase da operação, enquanto na OPERAÇÃO ESTADO DE EMERGENCIA, completava o núcleo político do Poder Executivo estadual, tendo alcançado um outro ex-governador, que chegou a ser preso.

Por outro lado, a OPERAÇÃO CASHBACK, teve por objeto a investigação quanto ao envolvimento de outras empresas em conluio, em relação as quais, suspeita-se que foram efetuados pagamentos embasados em notas fiscais falsas, sem a correspondente prestação de serviço, além de pagamentos por serviços superfaturados

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