Petrobrás ainda está sendo roubada e Lava Jato prende quadrilha de funcionários Operação Sem Limites é 57° desdobramento da Lava Jato

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A Lava Jato prendeu seis pessoas na manhã desta quarta-feira, (5), na 57ª fase da Operação, batizada de Sem Limites, que investiga repasse de R$ 119 milhões em propinas para funcionários da Petrobras. Segundo as investigações, as empresas que comercializam petróleo e seus derivados, a Vitol, a Trafigura e a Glencore teriam repassado US$ 15 milhões em propinas para funcionários da Petrobrás.

A Policia Federal tem 11 mandados de prisão a serem cumpridos no Rio de Janeiro, e 26 de busca e apreensão. Destas prisões, quatro pessoas estão foragidas e foram colocadas na lista de procurados da Interpol.  Um não foi preso por estar internado em um hospital.

De acordo com a PF, a Petrobrás pagava mais caro, que o preço de mercado, para a compra de derivados e mais barato para a venda, causando prejuízo para a empresa. O esquema criminoso ainda estaria em curso com repasses de propina até hoje, o que justificaria as prisões.

Para o MPF “Alguns funcionários da ativa da Petrobras que faziam a intermediação com esse grupo e também pelo fato de alguns desses investigados intermediários tem visitas recentes registradas nas sedes da Petrobras aqui no Brasil. Então isso indica efetivamente que esse esquema criminoso não se encerrou em 2014, mas ele ainda pode estar acontecendo nos dias atuais”, disse a procuradora do MPF Jerusa Viecili.

A operação de hoje foi autorizada pela juiza Gabriela Hardt, que substituiu o ex-juiz Sérgio Moro.

A PF cumpre os mandatos de prisão contra Luiz Eduardo Loureiro Andrade, Carlos Henrique Nogueira Herz, Bo Hans Vilhelm Ljungberg, Márcio Pinto de Magalhães, Rodrigo Garcia Berkowitz, Paulo César Pereira Berkowitz, Carlos Roberto Martins Barbosa, César Joaquim Rodrigues da Silva, Marcus Antônio Pacheco Alcoforado, Gustavo Buffara Bueno e André Luiz dos Santos Pazza.

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