Pedaladas gerenciais foram de R$165 bilhões Funcionários da Petrobras denunciam que maquiagens continuam

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Pedaladas combustíveis
Pedaladas combustíveis

Segundo denúncia de funcionários da Petrobras, encaminhada aos conselhos de administração e fiscal da empresa, a Petrobras superestimou em US$ 45 bilhões o retorno de 59 grandes projetos. Para os funcionários, a diretoria executiva da Petrobras sabia que em 2014, a rentabilidade dos principais projetos em andamento seria reduzida em R$ 165 bilhões ao câmbio atual.

As pedaladas gerenciais são as projeções otimistas de rentabilidade adotadas nos cálculos usados para a aprovação dos investimentos.

pedaladas combustíveis
pedaladas gerenciais

De acordo com a denúncia, mesmo depois de dois anos da deflagração da operação Lava Jato, as pedaladas combustíveis (ou o otimismo exagerado nas projeções de rentabilidade) continuam a serem dadas na petrolífera nacional.

Os funcionários da Petrobrás dizem que o excesso de otimismo, utilizado para grandes investimentos, como a compra de navios sonda e outros desembolsos bilionários, fazem parte da política equivocada, criada a partir das pedaladas combustíveis.

As pedaladas levam a empresa a errar sistematicamente no planejamento de seus projetos e a superestimar os Planos de Negócios e Gestão. As pedaladas fiscais também são responsáveis pela contratação de grandes compras de produtos e serviços investigados pela Lava Jato.

Segundo o Juiz Sérgio Moro, existem provas que os desvios de dinheiro proveniente de grandes contratos abasteceram campanhas com doações oficiais. As denúncias foram encaminhadas por Moro ao TSE, que ainda não deu resposta à sociedade.

Entre os delatores, alguns citaram diretamente a campanha de Dilma Rousseff, entre eles, o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto costa e o dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa.

Dilma sempre teve muito poder na Petrobras. Ela presidiu o Conselho de Administração da estatal de janeiro de 2003 a março de 2010. As pedaladas denunciadas agora, são referentes ao período em que Dilma já era presidente do Brasil e, portanto, responsável pela saúde da estatal.

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