Passando boiada, desmatamento é recorde na Amazônia

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Como sugeriu em reunião estapafúrdia ministerial com Bolsonaro, o ministro do meio Ricardo Salles está tendo êxito, não ainda nas leis, mas por criminosos que seguem destruindo as florestas. Salles, que sugeriu aproveitar a distração da sociedade com as mortes da Pandemia que assola o país, para “passar a boiada” de mudanças nas regras ambientais, está sendo o ministro campeão em desmatamento.

A Amazônia está sendo a principal vitima da “boiada”. O bioma registrou 1.034,4 km² de área sob alerta de desmatamento em junho, recorde para o mês em toda a série histórica, iniciada em 2015.

O número é 10,6% maior do que o registrado no mesmo mês em 2019 e 24,31% maior em relação ao mês de maio, que também havia sido recorde para o período.

Os dados atualizados nesta sexta-feira (10), são do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O sistema serve de indicação às equipes de fiscalização sobre onde pode estar havendo crime ambiental. Os números não representam a taxa oficial de desmatamento, que é medida por outro sistema, divulgado apenas uma vez ao ano.

Alertas de desmatamento na Amazônia em 2020, em km² indicam que, mesmo na pandemia, a derrubada de árvores no bioma não foi interrompida.

Os alertas até junho de 2020 mostram
aumento de 64% no acumulado dos últimos 11 meses, comparado ao período anterior e aumento de 25% de janeiro a junho, comparado ao ano anterior.

O Ministério Público Federal (MPF) pediu o afastamento de Ricardo Salles do ministério, por crime de improbidade administrativa. De acordo com o MPF, há “desestruturação dolosa das estruturas de proteção ao meio ambiente”.

O Brasil já enfrenta pressão de investidores estrangeiros para diminuir o desmatamento na Amazônia. Eles ameaçam retirar recursos investidos por aqui, e não são poucos, o que já está gerando pânico, inclusive de produtores rurais, por conta de risco da diminuição de exportações de seus produtos.

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