Pane em motor faz Jumbo da Lufthansa retornar ao Galeão Boeing 747 precisou despejar combustível sobre litoral do Rio

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Boeing 747 despejou combustível no litoral
A imagem do FlightRadar24 mostra o trajeto do 747-400 da Lufthansa que partiu do Galeão rumo a Frankfurt às 20h19 da última quarta-feira (20). Ao todo, o voo durou 2 horas e 3 minutos. A aeronave – a segunda maior em transporte de passageiro – apresentou um problema técnico em um dos motores logo após a decolagem e o comandante optou por retornar ao Galeão. Antes disso, sobrevoou o litoral em círculos para despejar mais de 15 toneladas de combustível. A concessionária Rio-Galeão considerou o pouso normal, e não de emergência.
 
Aviões comerciais têm peso determinado para procedimentos de pouso. O alijamento de combustível, ou “fuel dumping”, é recomendado para evitar prejuízos à estrutura da aeronave. Caso o alijamento não seja possível nestas situações, técnicos precisam realizar inspeções detalhadas para verificar eventuais danos.
 
No pouso de emergência do TAM em Confins em dezembro último, uma pane elétrica impediu o Boeing 777 de se livrar de parte do querosene, obrigando o comandante a solicitar apoio dos bombeiros para evitar incêndio.
 
O incidente acontece a poucas semanas da Lufthansa estrear nessa rota um modelo ainda mais moderno, o Boeing 747-8i, equipado com motores General Eletric GEnx-2B (usado também no Dreamliner) com menor consumo de querosene e redução média de 15% de CO2 e 30% mais silencioso.
 
Em agosto de 2017 a companhia alemã teve um outro 747 – conhecido popularmente como Jumbo – por conta de uma pane em um dos motores. A Lufthansa é listada com uma das empresas mais seguras do mundo.
 
Nunca é demais lembrar que jatos comerciais voam normalmente mesmo com a perda de um dos motores . E saem certificados da fábrica com autonomia de até 5 horas de voo em caso de pane em todos os motores. O Boeing 747 possui 4 motores.
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