Palocci conta crimes em fundos de pensão Criminoso está em Brasília e depõe em operação Greenfield

0

O ex-ministro da Fazenda do governo de Lula, Antonio Palocci já está em Brasília para contar nesta segunda-feira (7) os crimes cometidos pela quadrilha dele contra os fundos de pensão de  empresas estatais, no âmbito da operação Greenfield.

O Ex-ministro petista, que agora é delator na Lava Jato, deve abrir o bico novamente e soltar bombas sobre o esquema criminoso do qual participou, inclusive  como chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff. Ele está na Procuradoria da República no Distrito Federal.

Em depoimento anterior à força-tarefa da Operação Greenfield, o ex-ministro afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva interferia nos investimentos dos fundos de pensão mantidos por estatais, com o pedido de “vantagens indevidas” a empresas interessadas em receber aportes.

Segundo Palocci, esses pedidos eram feitos por tesoureiros do PT. Palocci citou Delúbio Soares, Paulo Ferreira e João Vaccari Neto, que teriam exercido essa função em períodos diferentes. “O presidente Lula expedia determinações para colocar recursos em empreendimentos de interesse do governo. Que nem sempre era vantagem indevida, mas apenas para atender vantagem política”, diz trecho do depoimento de Palocci aos procuradores da força-tarefa, que apura desvios nos maiores fundos de pensão do País.

Palocci afirmou que, mesmo antes de ser eleito presidente, Lula já tinha influência na administração dos fundos, mas o ex-ministro não detalhou essa atuação. Palocci fechou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal e vem prestando depoimentos em investigações e processos em andamento. A conferir, as provas e o que vai acrescentar agora.

Para evitar exposição em aeroportos,  Palocci viiajou de carro com autorização da juíza federal Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro.

Palocci cumpre pena em sua casa em São Paulo, em regime semiaberto desde 29 de novembro de 2018, com  tornozeleira eletrônica, beneficiado pela delação de comparsas.

Comentários