OS PACIFICADORES VENCERAM. FIM DA CRISE BEBIANNO X CARLOS Primeira crise interna do governo foi contornada.

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Os pacificadores, ao que tudo indica venceram. Apesar de parte de a mídia colocar lenha na fogueira, gerada por, agora se sabe, muito mais do que apenas o caso da candidata “Laranja” em Pernambuco, que nada tem a ver com o governo, já que o PSL, assim como todos os partidos distribuem suas verbas a pedido dos diretórios estaduais, que são os verdadeiros responsáveis por selecionar e destinar as verbas aos candidatos, a primeira crise interna do governo aparentemente foi solucionada.

O presidente Jair Bolsonaro deve manter Gustavo Bebianno no cargo e conter os ímpetos do vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, seu filho. Depois de uma semana tensa, em que deixou o hospital após 17 dias de internação e medicações, Bolsonaro viu crescer uma crise interna que foi levada desnecessariamente para a mídia.

Um dos estopins da crise teria sido, entre outras ações consideradas intempestivas por Bolsonaro, a convocação de um representante da Rede Globo para reunião no Palácio do Planalto. O presidente não morre de amores pela emissora e não gostou da iniciativa de Bebianno, amplificando a crise que foi exposta ao publico.

Do outro lado da rua, veio o alerta da insatisfação dos deputados com o caminho que as coisas estavam tomando. A deputada federal Joice Hasselmann foi uma dos pacificadores que intermediaram a crise entre Jair Bolsonaro e Gustavo Bebianno. No Alvorada, Hasselmann, o general Santos Cruz, Onyx Lorenzoni e Augusto Heleno conseguiram convencer Bolsonaro de que não valia a pena o desgaste para a governabilidade.

O presidente já estaria com a exoneração de Bebianno assinada, mas o papel foi para a gaveta. Carlos Bolsonaro voltou ao trabalho na Câmara de vereadores do Rio de Janeiro e até resolveu prestar uma homenagem ao vice-presidente, general Hamilton Mourão. O vereador assinou um pedido para concessão da Medalha Pedro Ernesto ao vice de seu pai.

Gustavo Bebianno voltou a despachar na tarde desta sexta-feira (15) em seu gabinete no Palácio do Planalto e como diria o saudoso Ricardo Boechat, “segue o barco”.

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