OS MERCADOS MUNDIAIS QUE VALORIZAM A GASTRONOMIA

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Mercado municipal de São Paulo

Quando programo uma viagem a primeira pesquisa é descobrir onde fica o melhor mercado gastronômico. Me encanta a descoberta de novos aromas, o colorido das frutas e a experiência degustativo de pratos variados e dos alimentos frescos. A comida é parte obrigatória do roteiro, mas conhecer os produtores locais faz parte dessa boa experiência uma bela lição. Antes de chegar até os restaurantes mais premiados, mergulho em lugares nas grandes metrópoles do mundo que oferecem uma experiência mais autêntica: os mercados gastronômicos.

Maristela Valadares e Gaston Acurio no Mercado de Surquillo

A democracia do mercado popular é mágica. Em Lima estive com Gaston Acurio no Mercado de Surquillo e foi uma das experiências mais emocionantes na minha vida. Com ele senti a gratidão do povo peruano por toda a transformação econômica e social que ele movimentou no país, vendedores de rua que se tornaram empreendedores e melhoraram a qualidade de vida de suas famílias. Emocionei-me ao vir as pessoas gritando o nome dele com a única frase: Gaston para Presidente. Meus olhos marejaram.

Históricos ou novinhos em folha, esses empórios em determinados países fazem
parte de programas de políticas públicas. Onde há reformas, melhorias e organização, com isso, grande melhoria. Foi o que aconteceu no Mercado de San Miguel e San Antônio, na Espanha. Além disso, são locais democráticos: servem tanto ao dia a dia dos moradores como aos turistas em busca de uma proximidade com a cultura local. Do tradicional Borough Market, em Londres, ao Victoria Queen, em Melbourne, o Mercado de San Miguel, Mercado Municipal de São Paulo entre outros.

Em Brasília, tem as feiras típicas como a Feira do Guará e da Ceilândia, o que predomina é a comida nordestina. Mas um local que merece um olhar diferenciado é o Quituart, no Lago Norte. Não é um mercado, mas um complexo gastronômico que tem grande potencial para se tornar um centro de gastronomia de excelência. As referências são globais desde a comida mineira, a árabe, francesa, italianos, enfim, a culinária é diversificada e compartilhada em pequena espaços. Gil Guimarães iniciou sua carreia no Quituart fazendo pães. Hoje é dono de um império e uma figura adorada na cidade.

Porchetta Le Birosque.

Chefs como o querido e premiado Luiz Trigo no seu Le Birosque prepara a melhor porchetta que já comi na vida.

Luiz Trigo

Dizem que seu arroz de polvo é uma iguaria. Há um ano penso em provar.

Claude Capdeville

Na Toca do Chopp do chef Claude Capdeville você começa bebendo um chopinho para refrescar e não quer mais parar. Além do alto astral que o box do “francomineiro” tem, as delícias são variadas e sugiro que chegue cedo porque senão você fica deliciando um chopp e imaginando aquele bolinho de bacalhau que todos comeram e comentam com tanto gosto que dá inveja.

Tem o italiano Gustavo Blasset com seu I Basilico e agora o Tonico Lichtsztejn, no Box 24, a começar pelos croquetes, a costela como prato principal é algo tão prazeroso que você come pouco a pouco numa explosão de sabores e aromas inigualáveis.

Enumero alguns mercados pelo mundo que vale muito a pena conhecer:

La Boqueria

La Boqueria, Barcelona (Espanha) – Um dos maiores e mais antigos mercados da Espanha, o La Boqueria tem mais de 200 pontos de vendas, de bares e restaurantes especializados em tapas a lojas que só vendem o tradicional presunto espanhol. O mercado conta ainda com uma escola de culinária com cursos para amadores e profissionais.

Mercado Del Puerto

Mercado del Puerto, Montevidéu (Uruguai) – Inaugurado há mais de 130 anos, este mercado uruguaio é um dos pontos turísticos mais visitados de Montevidéu. São 14 pontos de alimentação que servem as melhores carnes do país, além de frutos do mar e empanadas.

Mercado Del Puerto

Queen Victoria Market, Melbourne (Austrália) – Com mais de 700 fornecedores, o maior mercado do Hemisfério Sul. Entre as iguarias vendidas estão itens de charcutaria e queijos, frutos do mar da Tasmânia, cordeiro e carne de canguru. A praça de alimentação “Queen Vic” conta com especialidades de vários países, incluindo comida mexicana, italiana, da Índia e Oriente Médio.

Mercado de San Miguel

Mercado de San Miguel, Madri (Espanha) – Situado em um belíssimo edifício de ferro datado de 1916, este mercado da capital espanhola ficou abandonado por anos até ser completamente reformado em 2009, após dois anos de obras. Agora abriga 33 restaurantes e pontos de venda, incluindo produtos orgânicos, lojas de vinho, confeitaria e açougue.

Grand Bazaar, Istambul (Turquia) – Com mais de 15 milhões de visitantes ao ano, o Grand Bazar é um dos pontos turísticos mais visitados do continente europeu.

Graand Bazar

Suas tendas e ruelas guardam preciosidades como joias, tapetes e objetos de cerâmica. Para alimentar o exército de compradores e vendedores, as especialidades turcas não poderiam faltar: kebabs, ali nazik, dolmas, entre outros pratos saborosos.

Mercado municipal de São Paulo

Mercado Municipal, São Paulo (Brasil) – Este tradicional mercado da capital paulista não poderia ficar de fora da lista. Inaugurado em 1933, conta com uma boa oferta de produtos, incluindo queijos, linguiça, nuts, especiarias, defumados e uma grande variedade de frutas nacionais e importadas. Não deixe de experimentar o famoso sanduíche de mortadela e o farto pastel de bacalhau.

Mercado de Surquillo, Lima (Peru) um mercado que tem restaurantes a cada esquina. Lá você bebe o tradicional Leche de Tigre e compra pescados frescos e muito baratos e queijos variados. Abraços redor do mercado tem inúmeros restaurantes.

Se eu fosse o novo governador do Distrito Federal transformaria o Quituarte no maior mercado gastronômico do Centro-Oeste. Enquanto o meu encontro com Ibaneis Rocha não acontece eu sigo aqui e acolá movimentando ações pela Revista Mangiare em apoio alta gastronomia e chefs que me conquistaram pela boca e carisma.

Fonte: Pure Viagem Fotos: Divulgação, internet e acervo Mangiare

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