Oração da morte: Aras pede liberação de cultos no mês e dia mais mortais da pandemia no Brasil

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, colocado na PGR e obediente ao presidente Jaír Bolsonaro, protocolou na noite desta quarta-feira (31) um pedido para que o Supremo Tribunal Federal (STF) proíba os governos estaduais e do DF de suspenderem a realização de cultos, missas e outras atividades religiosas durante a pandemia do novo coronavírus.

O pedido cita o decreto do desafeto e adversário político de Bolsonaro, governador de São Paulo, João Doria, que proibiu a realização de cultos, missas e outras atividades religiosas coletivas no estado. Aras pede a liberação para todo o país.

Segundo Aras, o decreto é inconstitucional porque desrespeita o direito fundamental à liberdade religiosa e de culto das religiões.

O Brasil tem 321 mil vidas perdidas para a Covid-19. Só nesta quarta-feira, foram 3.950 mortes em 24 horas, o maior número em um só dia.

O procurador, no dia em que o país encerrou o pior mês da pandemia, faz o pedido que Bolsonaro quer. Com recordes seguidos de mortes foram 66.868 vidas perdidas no país só no mês de março.

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