Operação “OLUC ” combate descarte ilegal de óleo lubrificante em nove estados O óleo lubrificante usado e contaminado de forma irregular são alvos da operação; 49 mandados de busca foram cumpridos e dez pessoas presas.

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oliciais do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) fazem uma operação para combater o descarte ilegal do óleo lubrificante. A polícia suspeita que uma quadrilha que atua em todo o Brasil fazia a venda de “combustível batizado”, que mistura óleo queimado com diesel.

A ação foi batizada de “Oluc” e cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em cidades do Paraná, Goiás, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina e Minas Gerais.

Empresas que fazem a coleta, armazenamento e o rerrefino de óleo lubrificante usado e contaminado de forma irregular são alvos da operação. O rerrefino é espécie de reciclagem do óleo evitando danos ambientais.

Até a última atualização da reportagem, dez pessoas tinham sido presas em flagrante, sendo quatro em São Paulo, duas no Paraná, duas em Minas Gerais, uma em Goiás e uma no Rio de Janeiro.

A polícia também diz ter apreendido cerca de 80 mil litros de óleo queimado – do total, 44 mil litros foram encontrados numa empresa em Uberlândia (MG), 30 mil litros em São Paulo (SP) e cerca de 6 mil litros no Paraná.

Dos 49 locais em que a polícia esteve, 26 estavam atuando de forma regular, mas em 12 empresas a Agência Nacional de Petróleo (ANP) aplicou notificações, segundo a Polícia Civil. Mais de dez autos de infração, que variam de R$ 10 mil a R$ 100 mil, foram aplicados, informou a polícia.

A Polícia Civil informou que, de acordo com a ANP, 12 empresas estão aprovadas para recolher o óleo usado e 13 outras empresas autorizadas a fazer o rerrefino.

Além disso, 37 locais estão autorizados pela agência para estocar o óleo. Existe até, conforme a Polícia Civil, uma listagem de veículos que podem circular com este material.

O nome da operação remete a uma abreviação de Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado, informou a polícia.

Fonte: G1 Paraná

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