Ômega é o fim? ômega vai, ômega vem e de novo volta a tona.

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O Luxo
Termo de doação do ômega para Lula
Termo de doação do ômega para Lula

Mais uma vez o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva se vê enrolado com um carro ômega. Desta vez ele recebeu um presente de 170 mil reais de uns religiosos. Uma doação estranha e descoberta pela operação Lava Jato que encontrou o termo de doação de veículo na casa de Lula.

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Um dia depois de Lula criticar em um discurso, com a presença de Taufic Schahin, uma ação militar da coalizão liderada por EUA, França e Grã-Bretanha contra o ditador líbio Muammar Khadafi, recebeu de presente o ômega Fittipaldi.

Taufic Schahin é o dono do grupo Schahin e foi preso pela Lava Jato pelo caso do navio-sonda Vitória 10.000.

Entre 1994 e 1996 a propriedade de um ômega também deu dor de cabeça ao petista que não explicou direito se o carro era de Roberto Teixeira, dele, de uma factoring ou da Baralt, uma revendedora de automóveis de São Bernardo.

Oficialmente, o então candidato a presidente, Lula não teria vendido o Ômega CD de sua propriedade para o empresário Roberto Teixeira, como afirmará dias antes, a direção do PT em nota do partido.

A venda do carro, por R$ 40 mil, segundo Lula, foi feita para a segunda maior doadora da campanha do petista, a empresa Baralt Comércio de Veículos Ltda., que contribuiu com R$ 154.500 em 94, atrás apenas do Banco Itaú. PT sustentou na época que o Ômega de placa BOT-5353, foi vendido para Roberto Teixeira, compadre do candidato.  O negócio entre Lula e Teixeira, segundo o PT, justificaria o aparecimento de um cheque de R$ 10 mil na conta do petista em julho de 95, mesmo mês em que o candidato comprou um apartamento em São Bernardo do Campo.

A transferência do Ômega, ano 95 e modelo 95, foi registrada em 30 de janeiro de 96. A nota do PT afirmou que Lula vendeu o carro em 95. Lula se tornou proprietário oficial do carro em 17 de abril de 95 e, apesar de morar em São Bernardo do Campo, emplacou o carro no município de São Paulo. Só depois de vendido para a Baralt o carro ganhou placa de São Bernardo.

A Baralt fechou as portas em 97. Foi descredenciada pela montadora General Motors após denúncias de irregularidades na emissão de notas fiscais. Em circunstâncias ainda não esclarecidas, o carro foi registrado novamente no nome de Lula, em 17 de setembro de 96. Na mesma data, o carro foi vendido para a empresa Express Factoring Serviços e Participações Ltda., sediada em Ribeirão Preto (319 km de São Paulo). Conforme informou a Folha de São Paulo em 1998.

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