OEA afirma que houve fraude, povo pressiona e Evo Morales convoca novas eleições na Bolívia Presidente boliviano também muda justiça eleitoral

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O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou na manhã deste domingo (10) que vai convocar novas eleições. O anúncio foi feito depois de a Organização dos Estados Americanos OEA afirmarem que houve fraude nas eleições bolivianas.

A pressão popular nas ruas também influenciaram a decisão do governo boliviano que disse também que vai “renovar a totalidade de membros do Tribunal Superior Eleitoral; nas próximas horas a Assembleia Legislativa Plurinacional, em concordância com todas as forças políticas estabelecerá os procedimentos para isso”, afirmou Morales.

Nos últimos dias, as manifestações se tornaram mais violentas e governadores tiveram casas incendiadas, além das  de parentes de Evo Morales.

Um pessoa morreu e 95 ficaram feridas nas cidades de Cochabamba, Quillacollo e Vinto após mais uma noite de confrontos violentos.

Em Cochabamba, um estudante de 20 anos foi morto no fim da tarde de quarta-feira durante choques entre opositores e partidários do presidente, cuja reeleição no dia 20 de outubro, que lhe deu o quarto mandato consecutivo, está sendo duramente  contestada com violência.

Na cidade de  Vinto, a prefeita Patricia Arce, do partido governista Movimento ao Socialismo (MAS), foi humilhada publicamente por uma multidão de opositores. Patricia Arce teve o cabelo cortado, foi pintada de vermelho e obrigada a andar descalça por vários quarteirões em meios aos gritos de “assassina! assassina!”. Após horas retida, a prefeita foi resgatada pela polícia.

Na semana passada, dois homens já haviam sido mortos a bala durante um protesto em Montero, na região de Santa Cruz. As manifestações já deixaram 170 feridos no país.

 

 

 

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