Odebrecht tentou calar Paulo Chagas, que manda recado para Bolsonaro em texto elucidativo Maior corruptora brasileira, empresa tentou tirar militar do debate cívico

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Em texto esclarecedor, o general Paulo Chagas conta porque não participa do processo de mudança da imagem da Odebrecht, a empresa com maior quantidade de processos por corrupção, inclusive no âmbito da Lava Jato.

No texto “Coerência e Lealdade” postado em suas redes sociais, Chagas relata as tratativas que teve com a empreiteira e os motivos pelos quais não está participando do processo de recuperação da imagem da empresa. Paulo Chagas foi convidado pela empreiteira para participar do processo de reconstrução da imagem da empresa, atualmente ainda destruída pela corrupção,  maus hábitos e reiterados diversos tipos de crimes cometidos por seus dirigentes.

Segundo o general, depois de iniciadas as conversas, a Odebrecht exigiu  o afastamento dele de pronunciamentos e manifestações sobre política, polícia, corrupção e justiça. Este foi o motivo para que as negociações terminassem sem a adesão do militar ao grupo empresarial. Na época das tratativas com a empreiteira, o general havia afirmado que é necessário recuperar o desgaste nas imagens das empresas para preservar os milhares de empregos que geram e a capacidade de geração de renda.

Se Paulo Chagas tivesse aceitado se calar, como exigiu a Odebrecht, provavelmente não teria sua casa invadida pela Polícia Federal a mando do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes que reagiu às críticas do general contra os desmandos reiterados da côrte suprema.

Chagas, que foi candidato ao governo do Distrito Federal, empunhando a bandeira eleitoral de Jair Bolsonaro, aproveitou o texto para mandar um claro recado ao presidente da República.

Segundo o general, que não atua, nem indicou nenhum membro de sua equipe para cargos no executivo, “Há quem prefira a falsidade da bajulação do que a franqueza da sinceridade”, disse no texto em que reafirma sua lealdade ao projeto vencedor do último pleito presidencial.

Paulo Chagas diz que apesar das críticas pontuais, continua a contribuir para o sucesso do governo.

O texto de Chagas faz uma alusão ao texto do professor José Luiz Delgado “O Risco da Lealdade” , que fala sobre a franqueza nas relações.

O general Paulo Chagas foi quem, alinhado com o ex-ministro Gustavo Bebianno, comandou a campanha de Bolsonaro no DF. Na capital da República, Jair Bolsonaro (PSL) obteve votação expressiva com 69,99% dos votos válidos.

A Odebrecht vem fechando acordos para tentar recuperar, não só sua imagem, mas seu rombo financeiro de quase R$ 100 bilhões. Além disso, a empresa que atuou criminosamente  em diversos países, precisa pagar só aos cofres brasileiros  R$ 7 bilhões em indenizações pela corrupção descoberta, principalmente pela operação Lava Jato.

 

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