O Instituto Brasília Ambiental interdita parcialmente o “Na Praia”

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O Instituto Brasília Ambiental tem feito relatórios e acompanhamento da medição dos ruídos, como também os limites de decibéis no local.

A Vara de Meio Ambiente do TJDFT limitou a altura do som emitido e estabeleceu  R$ três milhões de multa por cada vez que for ultrapassado o limite determinado.

Só essa possibilidade já inviabiliza o evento, que é uma praia artificial, enfrente a concha acústica de Brasília, um local de diversão no setor de clubes norte e reconhecido pelos brasilienses como palco de vários eventos.

Os produtores do projeto Na Praia reagiram à interdição imposta na manhã desta última terça-feira 06/08, após denúncias de poluição sonora. O evento, está proibido de emitir ondas sonoras mecânicas ou de música ao vivo.

A empresa organizadora entrou com um pedido de liminar na Justiça, para que a interdição seja suspensa. Até o momento, os shows a partir de quinta-feira estão mantidos.

A defesa do Na Praia argumenta que o espaço do evento é destinado a área de lazer mista, com vocação recreativa. “Aquela área é destinada a lazer, tanto que a norma de gabarito que a gente tem daquela área destaca isso. Então, a gente entende que os limites têm que ser de 65 decibéis, até as 22h, e de 55 decibéis, após esse horário”, ressalta o advogado Fabricio Rodovalho. O advogado afirma que o Na Praia não pode ser notificado como o único causador de barulho na região. “É importante frisar que há outras fontes de ruídos, como lanchas, balsas e bares”, justifica.

A produção do Na Praia afirma que até o resultado da ação judicial, os shows estão confirmados, mas caso houver uma decisão contrária vão devolver o valor dos ingressos.

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