O fim das infecções hospitalares Caio Guimarães o criador da luz mágica

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Fez-se a luz

Hoje, no Brasil, morrem, em média, 100 mil pessoas por ano vítimas de infecção hospitalar, segundo a Organização Mundial de Saúde. Também conhecida como septicemia, trata-se de uma enfermidade causada, na maioria dos casos, por falta de higiene nos hospitais. Pacientes internados pelos mais diversos motivos acabam contraindo alguma superbactéria que os levam a óbito rapidamente.

Caio Guimarães, estudante de engenharia da Universidade Federal de Pernambuco, aos 24 anos, acredita que pode reduzir esse número em 70% com sua invenção: um equipamento capaz de incidir certa frequência de luz em tecidos contaminados e destruir a parede celular das bactérias, matando-as e eliminando a infecção. “Existem bactérias resistentes à maioria dos antibióticos, e usando luz temos resultados rápidos, praticamente em uma hora”, revela o estudante.

A ideia começou em Harvard, nos Estados Unidos, onde Caio chegou através do programa Ciências sem Fronteiras, ganhando uma concorrida bolsa de estudos. Após enviar “mais de 2 mil e-mails” para laboratórios de pesquisa de Harvard, do MIT e da NASA, acabou conseguindo vaga num laboratório em Boston, onde poderia integrar uma das equipes de pesquisa.

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Lanterna mágica

Lá, Caio acabou se interessando por uma pesquisa de fototerapia. A equipe desenvolvia tratamentos para infecções usando uma frequência de luz que se manifesta na cor azul, e uma das principais barreiras era a difícil penetração
no tecido. Caio desenvolveu uma forma de entregar a exata frequência de luz de forma simples e com baixo custo; o que antes era obtido por um equipamento a laser de grandes dimensões, agora poderia ser feito
por um aparelho portátil.

“A invenção promete combater infecções hospitalares, que matam 100 mil pessoas por ano no Brasil”

O pulo do gato foi quando Caio e a Universidade Federal de Pernambuco trouxeram uma parte da pesquisa para o Brasil. Com seis pessoas, a equipe desenvolve equipamentos para a aplicação das teorias trabalhadas nos Estados Unidos. “Eles continuam com a parte teórica e a gente ficou com a parte mais divertida, que é desenvolver equipamentos e levá-los para a sociedade”, diz o jovem.

A invenção de Caio promete trazer diversas aplicações para a medicina, além do combate às infecções. Hemodiálise, pacientes em UTI e até mesmo produtos estéticos são alguns dos nichos que o estudante pretende abranger com a tecnologia da “lanterna antisséptica” que desenvolveu. Ela ainda está em fase de testes e não há previsão para o início de comercialização, mas a transformação que o jovem está promovendo já começou.

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