O escândalo Napoleônico da farra de hábeas corpus em plantão Ministro do STJ solta corruptos em plantão

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Até quando o Brasil terá de conviver com interpretações tão contraditórias em decisões judiciais, principalmente quando se trata de corrupção, o roubo desavergonhado de dinheiro público.

Neste final de semana, tivemos claras demonstrações de interpretações opostas sobre corruptos que roubaram dinheiro da saúde, de um estado pobre, a Paraíba.

Essa gente, que não se importa com as pessoas que morrem sem atendimento médico nos hospitais,  foram presos pela Operação Calvário e recorreram  com pedidos de soltura, estrategicamente ao plantão do juiz Napoleão Nunes Maia Filho  e deu certo para alguns dos poderosos criminosos presos na semana

Napoleão Nunes Maia, mandou soltar, neste sábado (21), o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho. Ele estava preso por corrupção e desvio de R$ 139 milhões em recursos da saúde. Na quinta-feira (19), o jurista reintegrou o prefeito cassado de Pacajus, Flanky Chaves, à prefeitura de Pacajus. Chaves tem ligação com a facção criminosa paulista, PCC. Os escândalos chocam o Brasil.

Ricardo Coutinho, preso pela Polícia Federal na última quinta-feira, teve “soltura imediata” determinada pelo ministro.

Já no domingo, a ministra Maria Thereza de Assis Moura acabou com a desavergonhada farra Napoleônica de plantão. Ela negou todos os demais pedidos.

Ontem, ela assumiu o plantão e negou a soltura de quatro investigados no esquema que desviou mais de R$ 134 milhões dos cofres públicos do Estado.

Tiveram o pedido rejeitado José Arthur Viana Teixeira, ex-secretário de Educação; Bruno Miguel Teixeira de Avelar Pereira Caldas, suspeito de intermediar pagamento de propinas; e Denise Krummenauer Pahim e Breno Dornelles Pahim Neto, supostos laranjas do ex-governador Ricardo Coutinho.

Depois dos pedidos negados, o ex-secretário de Saúde Waldson Dias de Souza e o empresário Vladimir dos Santos Neiva desistiram dos pedidos de liberdade.

Mesmo assim, os advogados deles tentaram uma manobra: apresentaram pedidos de extensão de liberdade dentro do habeas corpus no qual Napoleão Nunes Maia mandou soltar o ex-governador Ricardo Coutinho, no sábado.

A esperança dos criminosos era a de que o ministro assumisse os casos e concede-se os hábeas corpus, mas Maria Thereza negou todos os oito pedidos de extensão.

O escândalo napoleônico é tão grave quanto o roubo do dinheiro da saúde e precisa de investigações urgentemente.

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