Nova Vara Federal livra quadrilha chefiada por Temer, da prisão Governo criou a 12ª de Brasília, para julgar crimes como lavagem de dinheiro e corrupção

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A nova Vara Federal, 12ª, para onde obrigatoriamente tem de ir agora, os novos crimes de políticos, descobertos pela polícia federal negou na segunda-feira (9), os pedidos de prisão preventiva de pessoas consideradas pelo Ministério Público Federal (MPF) como integrantes da quadrilha chefiada pelo presidente do Brasil, Michel Temer. Só hoje (11) a informação foi vazada para a imprensa.

Escaparam da prisão preventiva, o advogado e ex-assessor da Presidência, José Yunes, o ex-deputado e ex-assessor do presidente, Rodrigo Rocha Loures, e o coronel aposentado da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho. O MPF também pediu a prisão do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ), do ex-ministro Geddel Vieira Lima e do ex-deputado Henrique Eduardo Alves (MDB-RN), mas mesmo estando presos, a 12ª Vara decidiu não aceitar o novo pedido de prisão dos encarcerados.

O “Quadrilhão” do PMDB, segundo o Ministério Público Federal, era formado para cometer crimes contra empresas e órgãos públicos. Yunes e o coronel Lima foram presos no dia 29 de março, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), no âmbito da investigação da Medida Provisória dos Portos editada por Temer, mas foram soltos no sábado de aleluia.

Nos casos de Geddel, Cunha e Alves, segundo o MP, mesmo estando presos, ainda mantêm contato com outros integrantes da quadrilha interferem nas investigações. Para O MP, Rocha Loures continua cometendo crimes e Yunes mantém “contato frequente e direto com o chefe Michel Temer, em reuniões secretas”.

Sobre o coronel Lima, o melhor amigo de Temer, o Ministério Público afirmou que ele pode continuar arrecadando propina, dissimuladas de doações eleitorais. Mesmo assim, a 12ª Vara Federal especializada em lavagem de dinheiro, e que deveria agilizar a tramitação dos mais de 2,3 mil processos que se acumulavam na 10ª decidiu deixar livres o bando de Temer.

 

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