Nova diretoria da Frente Parlamentar do Comércio, Serviços e Empreendedorismo toma posse em Brasília

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Em uma noite de muita representatividade e sintonia entre os setores público e privado, ontem, quarta-feira (27), a diretoria da Frente Parlamentar do Comércio Serviços e Empreendedorismo (FCS) tomou posse, em cerimônia realizada no Clube Naval, em Brasília. Além do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, centenas de parlamentares e representantes dos setores representados pela FCS prestigiaram a cerimônia, que teve como grande destaque a reforma previdenciária.

Deputado Federal Efraim Filho (DEM/PB)

Empossado como presidente da Frente FCS para o segundo mandado, o deputado Efraim Filho (DEM/PB) fez um discurso muito enfático, de crítica ao sistema brasileiro que muito onera e pouco encoraja o trabalho do setor que mais gera emprego e que mais tem participação no Produto Interno Bruto do país. “O setor tinha uma participação muito tímida no parlamento e agora, ao lado da União de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), vem compor o trabalho da nossa frente, unindo setor produtivo e parlamento para construir a agenda do governo e, acima de tudo, a agenda do Brasil”, destacou.

Sobre a reforma da Previdência, o presidente da Frente FCS reiterou as várias batalhas que existem em torno da discussão, mas destacou o que chamou de “guerra da comunicação”, afirmando ser o passo mais importante para a conquista da reforma. “É preciso mostrar para a população que o modelo injusto é o que temos atualmente. Quando dizemos não à Nova Previdência, dizemos sim à desigualdade”, enfatizou.

E apesar de os holofotes estarem todos voltados à Previdência, continuou, existem outros temas de microeconomia que são importantíssimos, como o Cadastro Positivo e a redução do spread bancário, por exemplo. Além da diretoria empossada na noite de ontem, a Frente FCS já possui como membros 210 deputados e 17 senadores até o momento.

O presidente da Unecs e da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), George Pinheiro, disse não ser exagero afirmar que a Frente FCS e a Unecs formam uma importante parceria público-privada. “Somos a voz dos empresários e a Frente é a ponte que transforma nossos pleitos em decisões e projetos. É uma honra estar presidindo a Unecs nesse momento em que o país se transforma e busca equilíbrio, que começa com a reforma da Previdência”, afirmou.

Pinheiro declarou total apoio à reforma, por ser ambiciosa e atacar privilégios diretamente, e citou a importância da luta para que o projeto inicial da Nova Previdência seja mantido. “Sabemos que haverá uma desidratação do projeto e esperamos que o impacto fiscal não seja menor de R$ 600 bilhões de reais”, disse.

Por fim, o presidente da Unecs falou que a tarefa da entidade é ajudar o Brasil a decolar, firme nos propósitos, mesmo que sejam necessários alguns sacrifícios. “Já conseguimos, com a Frente, a reforma trabalhista, que começou a modernização do País. Agora queremos contribuir com as outras reformas essenciais para nosso crescimento econômico e social. A Unecs e a Frente FCS estão prontas para contribuir com diretrizes que nos leve à simplificação da carga tributária e à desburocratização do ambiente de negócios”, encerrou.

Entre os pleitos já assumidos, destaca-se, por exemplo, a aprovação da reforma trabalhista, em 2017. À época, o presidente da FCS era o então deputado Rogério Marinho, que foi, também, o relator do projeto na Câmara dos Deputados. Hoje secretário-especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Marinho citou o sonho coletivo de um país desburocratizado, moderno e que dê aos empresários condições de empreender. “O empreendedor brasileiro é um herói, porque apesar de tudo, ele persiste, é resiliente e, pouco a pouco, vai vencendo os obstáculos que lhe são postos pelo próprio Estado, que não o enxerga como um gerador de empregos, mas como um predador que precisa ser caçado”, criticou.

Marinho disse que o governo de Jair Bolsonaro se comporta de forma contrária ao sistema, trabalhando pela liberdade do empreendedorismo. “Estamos começando com a Previdência, mas a partir desse alicerce teremos condições de instalar a fundação de um novo Brasil, com um sistema tributário menos asfixiante, em um país enxuto e que sirva à sociedade. O DNA dos parlamentares que fazem parte dessa frente e dos empresários que sombreiam essa luta está impregnado nas mudanças que ocorreram e que ocorrerão a partir dessas mudanças”, destacou.

O diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Carlos Melles, iniciou sua fala dando destaque à lei geral da micro e pequena empresa, que trouxe diversos ganhos ao empreendedorismo brasileiro, principalmente no que diz respeito a tributação e fiscalização. “As mudanças no país começaram com a reforma trabalhista e tenho certeza de que vamos avançar muito com a previdenciária”, disse.

Melles citou importantes projetos aprovados no Congresso Nacional este mês – o Cadastro Positivo e a Empresa Simples de Crédito –, que, segundo ele, farão uma revolução no país. Por fim, parabenizou a Frente FCS pelo trabalho e os membros da diretoria empossados na ocasião.

Coordenadora de Tecnologia e Comunicação da Frente FCS, a deputada Joice Hasselmann (PSL/SP) se disse orgulhosa de fazer parte do grupo, que defende um setor que gera emprego, renda e tributos, de fato. “Esse governo tem o compromisso de tirar o Estado do cangote do cidadão e desse setor”, declarou.

Joice disse que tem ido a várias cidades para falar da importância da Previdência. “Não há como virar a chave do país sem a reforma. É isso ou o Brasil definitivamente quebra. Temos a responsabilidade de defender esse projeto que vai fazer a diferença na vida de cada cidadão brasileiro”, enfatizou.

Para encerrar a cerimônia, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, usou sua fala não apenas para desejar sucesso aos parlamentares, mas para afirmar que o mundo passa por uma verdadeira crise, e que o sistema liberal é o único que pode reverter o cenário. “Não temos dúvida que praticando os princípios da democracia liberal nós vamos levar o país à frente”, disse, otimista.

Assim como os outros oradores da noite, Mourão enumerou razões para que a reforma previdenciária saia do papel o quanto antes e citou a importância de os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário se unirem por este fim. “Temos um contrato social que não cabe mais no orçamento. Cabe a nós, juntos, buscarmos uma solução. Nosso governo apresentou uma. Nós fomos eleitos para mudar os rumos do país e temos que compreender a grandeza da nossa missão”, continuou.

Para finalizar, o vice-presidente disse ser fundamental que o Estado retire o peso do tributo das costas do setor que mais produz, emprega e contribui com o PIB brasileiro. “São tarefas duras em curto prazo, para que no longo prazo o Brasil se liberte dessas amarras e se torne a Grande Civilização abaixo da Linha do Equador”, encerrou.

Sobre a Unecs

Criada em 2014, a União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços é formada por nove das maiores instituições do setor:: Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Associação Brasileira de Automação para o Comércio (Afrac), Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Confederação Nacional de Dirigentes e Lojistas (CNDL) e Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). A Unecs é responsável por 15% do PIB brasileiro; 65% das operações de crédito e débito no país e pela geração de 22 milhões de empregos diretos.

 

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